"O exílio é a terra em que se sonha com a pátria utópica por não ser aquela em que se vive e por não ser aquela outra tal e qual."
José Medeiros Ferreira
Un lieu de résistance à la marchandisation du monde et d'immenses saudades de l'Algarve
14 janv. 2007
10 janv. 2007
On solde!
Tout est à vendre au paradis ultra-libéral! Énergie, santé, éducation, culture (en plus de ce qu'on appelait autrefois "les biens de consommation"). Mais que pouvait-on espérer de l'AGCS?
Aujourd'hui, l'État français veut vendre l'image du Louvre pour 20 ans à Abou Dhabi (ainsi qu'un certain nombre d'oeuvres d'art, dont des oeuvres majeures) pour 400 millions(?) d'euros.
C'est le journal Le Monde (et avant lui Libé) qui dévoile ce méfait contre la culture. Et le Ministre lui, est aux abonnés absents... Élections présidentielles obligent, il a certainement peur de dire des conneries, et que cela porte préjudice à son poulain (Sarko)...
7 janv. 2007
Les enfants de Don Quichotte
La vie dans la capitale d'un des pays les plus riches du monde!
Capitalisme, où nous mènera l'avidité de tes Maîtres?
Capitalisme, où nous mènera l'avidité de tes Maîtres?
Manifestation contre la fermeture du Consulat du Portugal à Orléans
Plus d'un millier de citoyens portugais ont manifesté ce samedi 6 janvier 2007 à Orléans (France) contre la fermeture du Consulat du Portugal. Après nos compatriotes au Portugal, nous portugais de l'étranger, nous sentons aussi abandonnés par ce gouvernement issu du Parti Socialiste, qui avait tant promis avant son arrivée au pouvoir, et qui une fois en place, sacrifie le bien-être de sa population au nom des restrictions budgétaires.
Les uns après les autres, les services essentiels qui font la raison d'être d'un État, sont fermés sans états d'âme par Monsieur Sócrates: au Portugal, maternités, centres de soins, écoles. A l'étranger, dans divers pays, les Consulats. Jusqu'où iront-ils?
Lors de mon séjour en Algarve, j'ai entendu dire que le SAP de Faro allait fermer ses portes courant janvier 2007!
Paulo Dentinho a couvert le reportage pour la RTP et RTPI, et celui-ci a été diffusé samedi soir.
6 janv. 2007
"Feliz Natal, Senhor Primeiro-Ministro"
J'ai dérobé ce message sur un blog portugais, sur le Net... Que l'auteur me pardonne, mais je le cite, bien sûr! C'est que cela correspond à 100% à ce que je pense après être revenu du Portugal en cette fin de décembre 2006, et même avant, après les premiers agissements de Sócrates le Blairiste.
feliz natal, senhor primeiro-ministro
*Feliz natal, senhor primeiro-ministro
És a estrela orgulhosa do nosso presépio nacional
Que nos tem guiado até ao desespero financeiro
Não estás só nesse mago ministério
Fábrica de favores e oportunidades em série
Enquanto o povo pastoreia em centros comerciais
Mercados aldrabões e lojas orientais
Histéricos e explorados
A maldizer a sorte e as promessas à boca da tua urna eleitoral
Eis agora como os pobres se aquecem e dormem
À volta e dentro da mais grandiosa árvore millennium
A sonharem com a perna de peru
Que hás-de beijar na noite da grande ceia
Somos altos na miséria e rasteiros na grandeza
Nas tuas medidas padrão que só servem
Para papel decorativo e simulação de prendas
Nunca sentiste os dentes da inflamada impostura
Que é abrir uma carteira moribunda em frente dos filhos
Inconformados pela sobrenatural explicação política
Com cérebros recheados de sonhos e quinquilharias
Não imaginas o que é ser cuspido por uma fábrica
Sentir o último apito a devorar o tempo que te resta
Experimenta entrar na Casa Portuguesa
Com a mesma humildade insaciável
Com que sufocas nos mercados municipais
Disfarçado de pai-natal fora de época
A amamentar o projecto governamental
Com a inocência dos despedidos e reformados
Não te iludas com aqueles que engordam os grandes
Centros do desperdício e que ilustram o falso postal
Do crescimento e da publicidade cintilante
Aventura-te pelos cordões de ruas onde se passa de lado
Entre casas onde o tormento é lixo que se amontoa
E as crianças são fungos tristes e sofrem de pesadelos
Mais tarde punidos pela justiça enfeitiçada pelos grandes casos
Corrupções ligadas pelo mesmo elo da corrente
Onde Portugal se transformou no cárcere de todos os actos perdoados
E a impunidade é o selo branco que marca o compadrio familiar
Dos que nunca entraram num instituto de emprego
Mercado social de trabalho e pontapé no cu
Feliz Natal, senhor primeiro-ministro
Que dois mil e sete seja o ano da revolução.*
Publicado por fernando esteves pinto
feliz natal, senhor primeiro-ministro
*Feliz natal, senhor primeiro-ministro
És a estrela orgulhosa do nosso presépio nacional
Que nos tem guiado até ao desespero financeiro
Não estás só nesse mago ministério
Fábrica de favores e oportunidades em série
Enquanto o povo pastoreia em centros comerciais
Mercados aldrabões e lojas orientais
Histéricos e explorados
A maldizer a sorte e as promessas à boca da tua urna eleitoral
Eis agora como os pobres se aquecem e dormem
À volta e dentro da mais grandiosa árvore millennium
A sonharem com a perna de peru
Que hás-de beijar na noite da grande ceia
Somos altos na miséria e rasteiros na grandeza
Nas tuas medidas padrão que só servem
Para papel decorativo e simulação de prendas
Nunca sentiste os dentes da inflamada impostura
Que é abrir uma carteira moribunda em frente dos filhos
Inconformados pela sobrenatural explicação política
Com cérebros recheados de sonhos e quinquilharias
Não imaginas o que é ser cuspido por uma fábrica
Sentir o último apito a devorar o tempo que te resta
Experimenta entrar na Casa Portuguesa
Com a mesma humildade insaciável
Com que sufocas nos mercados municipais
Disfarçado de pai-natal fora de época
A amamentar o projecto governamental
Com a inocência dos despedidos e reformados
Não te iludas com aqueles que engordam os grandes
Centros do desperdício e que ilustram o falso postal
Do crescimento e da publicidade cintilante
Aventura-te pelos cordões de ruas onde se passa de lado
Entre casas onde o tormento é lixo que se amontoa
E as crianças são fungos tristes e sofrem de pesadelos
Mais tarde punidos pela justiça enfeitiçada pelos grandes casos
Corrupções ligadas pelo mesmo elo da corrente
Onde Portugal se transformou no cárcere de todos os actos perdoados
E a impunidade é o selo branco que marca o compadrio familiar
Dos que nunca entraram num instituto de emprego
Mercado social de trabalho e pontapé no cu
Feliz Natal, senhor primeiro-ministro
Que dois mil e sete seja o ano da revolução.*
Publicado por fernando esteves pinto
2 janv. 2007
"Ceia louca, louco mundo"

" Falemos de mesas, as mesas onde se come, conversa e desconversa, onde se ama e desama. Praticam-se jogos de azar, governa-se e desgoverna-se o tal mundo que enlouquece. Há murmúrios, trocas de olhos, por vezes gritos.
Dão-se murros nas mesas. Por baixo, às vezes carícias brejeiras e toques subtis. Ainda por baixo (sempre por baixo) há os que conflituam e apanham das mesas apenas migalhas e as rascas da assadura, já que, os que as fazem e enchem não têm lugar à mesa.
Criam o banquete que os expulsa. Há também os que escrevem na pedra e no papel e, até, quem na casca da árvore inscreva letras e corações.
Os da música - os da Brigada - escrevem no Vento. Transformam o riso e a lágrima, ternuras e clamores, a alegria e a tristeza em partes do Vento que nos acodem aos ouvidos e entram na alma. Revelam as justas e injustas coisas do mundo, apontando as linhas da água e do horizonte, e já que - disse-nos o nosso Herberto Hélder - "todas as coisas são mesa para o pensamento" aceitemos os recados que a música ao vento entrega."
Louzã Henriques
Candal, Novembro de 2005
Aquecimento Global

Macaco Pintado
Panela no fogo
Barriga vazia
O povo com fome
Não tem alegria
Leão que não come
É leão revoltado
Macaco pintado
Que vem da Baía
Não há mão
Que agarre o tempo
Não deixes prá amanhã
O que podes fazer hoje
Malha no ferro
Enquanto está quente
Vida melhor
Não é utopia
Rei capitão
Soldado ladrão
Ladrão de casaca
Ladrão de gravata
Tira retrato
De fato e sapato
Sorriso de hiena
Não é confiado
Triste destino
Não é do meu fado
Não entro mudo
Nem saio calado
Deus é o guia
De noite e de dia
Dança no mato
Macaco pintado
Mercado Negro, in Aquecimento Global, 2006
Regresso ao norte da Europa


Custei a deixar as gentes, as paisagens, as cores, os sons e a maneira tão peculiar de ser do Sul.
É uma evidência quando se chega na Península: sou ibérico.
Com o Algarve à vista, o sangue algarvio corre mais depressa, o coração pula...
É certo, o país não está bem, os portugueses sofrem, por causa da política de um governo que os enganou, mas é tão bom regressar ao seu país e abraçar os seus... Pudera isto ser definitivo!
A viagem de volta foi terrível... o Norte esperava-me...
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