7 mars 2007

Laissez-les grandir ici

Laissez-les grandir ici !
Dans le film “LAISSEZ-LES GRANDIR ICI !”, réalisé par un collectif de cinéastes et disponible à compter du 5 mars 2007, les enfants de "sans-papiers" se relaient à l’écran. Tous veulent la régularisation de leur famille. Avec leurs mots d’adolescents, ils disent leur besoin de soutiens et de mobilisation à leurs côtés. Ils expliquent aussi leur peur quotidienne de l’arrestation ou de l’expulsion de leurs parents.
Le film de 2 minutes et 10 secondes sera projeté dans les salles de cinéma à partir de mercredi 7 mars 2007 (salles d’Art et Essais, réseau MK2…). 400 copies sont d’ores et déjà disponibles pour une diffusion nationale.
350 professionnels du cinéma ont contribué à l’élaboration du document, dont des grands noms du cinéma, qu’ils soient réalisateurs, producteurs, comédiens, techniciens.
Le film est l’aboutissement de plusieurs mois de travail mené par un collectif de cinéastes et le Reseau Education Sans Frontières (RESF) Il a été pensé et conçu avec des enfants en ateliers d’écriture, entourés par les cinéastes, des professeurs et des militants du RESF.
“LAISSEZ-NOUS GRANDIR ICI !” servira de support à une pétition nationale du même nom (voir ci-dessous), qui est lancée en même temps que le film partout en France.
Il faut que ce film soit largement diffusé pour qu’il contribue à l’élargissement de la mobilisation et du soutien en faveur des familles étrangères en situation irrégulière.
Dans ce but, chaque lecteur de ce communiqué est invité à l’adresser aux inscrit-e-s dans son carnet d’adresse à partir du lundi 5 mars. Tous ensemble, nous pouvons être plus forts et lancer un encore plus puissant mouvement d’opinion dont toutes les familles que RESF soutient attendent pour obtenir enfin leur régularisation.
Lily Margot, Brigitte Wieser, Richard Moyon et Pierre Cordelier
Pour le RESF

L’APPEL
Nous sommes des enfants de « sans papiers »

Un sans-papier, c’est quelqu’un qui n’a pas de carte de séjour même s’il est en France depuis longtemps.
Comme beaucoup d’entre vous, nos parents sont venus d’ailleurs.
Ils ont fui la violence, la misère.
Ils sont venus pour travailler et nous donner une vie meilleure
Certains d’entre nous sont nés ici.
Avec ou sans papiers la France est notre pays.
On vit dans des hôtels meublés, des appartements, des chambres où on s’entasse.
Tous les jours on a peur.
On a peur que nos parents soient arrêtés par la police quand ils vont au travail, quand ils prennent le métro.
On a peur qu’on les mette en prison, que nos familles soient séparées et qu’ils nous renvoient dans des pays qu’on ne connaît pas.
On y pense tout le temps.
A l’école aussi.
Est ce que c’est normal d’avoir peur quand on va à l’école ?
L’été dernier nos parents et nous, on a eu l’espoir d’avoir enfin des papiers.
On a fait des dossiers, on a passé des jours et des nuits à faire la queue devant des préfectures.
On s’est inscrit dans des bureaux.
On a cru qu’on serait régularisés, que le cauchemar serait terminé.
On remplissait tous les critères, mais on nous a dit : non.
Nous sommes venus à visage découvert avec nos noms, nos adresses.
Ceux qui ont eu leurs papiers avaient le même dossier que nous. Et pourtant on nous a dit : non.
Arbitrairement.
Maintenant on est en danger et on doit se cacher.
Pourquoi cette injustice ?
Nous ne voulons plus vivre dans la peur.
Nous voulons que la France nous adopte.
Nous voulons être régularisés.
Laissez nous grandir ici.

Vous pouvez retrouver ce communiqué sur le site
www.educationsansfrontieres.org

Mar adentro…


Neste Inverno tem sido tema de noticiários a cedência das defesas naturais ou artificiais, em vários pontos da nossa costa, perante as investidas do mar. A Costa de Caparica tem ocupado o lugar de destaque. Mas os casos generalizam-se: Esmoriz, no concelho de Ovar, é o mais recente. E se hoje o tema é a ameaça do oceano às habitações degradadas sobre a duna primária, em Agosto a notícia eram as descargas poluentes. “Todos os anos, é a mesma telenovela, a barrinha é uma fossa séptica que abre para o mar”, afirmava o presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz.
Mais a Norte, foi denunciada a construção de uma moradia com mais de 300 metros quadrados sobre as dunas da praia Suave Mar, licenciada pela Câmara de Esposende e com parecer favorável do Parque Natural do Litoral Norte. Este jogo-de-empurra (ir)responsabilidades é bem revelador do caos urbanístico do litoral e de todo um país entregue à gula da especulação imobiliária.
Os alertas são mais do que suficientes, mesmo para quem continue a ignorar as alterações climáticas globais e a subida tendencial do nível das águas do mar. Até George W. Bush, o maior responsável mundial por crimes ambientais e pelo aquecimento global, elegeu este tema no seu último discurso do estado da União. Mas basta olhar o que se passa neste pequeno rectângulo à beira-mar plantado.
Conheço bem a Costa de Caparica, até porque residi no concelho de Almada durante dez anos e durante quatro integrei a Assembleia Municipal. A Costa é alvo de intervenções há várias décadas. Nos anos sessenta do século passado, os avanços do mar causaram situações de pânico semelhantes às que hoje vivemos. A solução adoptada pela engenharia costeira foi, como em diversos pontos do litoral, a construção de esporões de pedra que chegam, nalguns casos, a ultrapassar cem metros. Durante a segunda metade da década de setenta e nas seguintes, as praias da frente urbana da Costa transformaram-se em extensos areais que fizeram as nossas delícias. Mas a Natureza tem um jogo de equilíbrios muito sensíveis, que o homem está longe de dominar. Essas areias vieram de algum lado e os efeitos da sua deslocação far-se-iam sentir, mais cedo ou mais tarde…
Já neste início de século, as praias da frente urbana da Costa começaram a minguar, para desolação de milhares de banhistas obrigados, na maré-cheia, a trepar as rochas de protecção do cordão dunar. Não se adivinhava nada de bom, mas nada foi feito. Até que, neste Inverno, se consumou a ameaça dos últimos anos, com destruição de bares na Praia de S. João e, recentemente, de parte do paredão rochoso frente ao parque de campismo do CCL. E não adianta a troca de acusações entre as diversas entidades que tutelam o litoral: o Ministério do Ambiente a APL e a Câmara de Almada. Até porque neste processo não há inocentes, desde logo em relação ao Polis da Caparica que continua a apostar em zonas ameaçadas, a prazo, pelas águas do oceano.
Embora à distância, tenho apreciado a sensatez dos técnicos do INAG, confrontados com a natural angústia das populações: a aposta na areia como primeira defesa da costa, aparentemente mais frágil que a pedra, mas também mais flexível e adaptável à dinâmica das correntes e dos sedimentos. A força do mar é capaz de partir pedra: nos anos 80, o molhe industrial de Sines foi vergado pelas ondas, dando razão à aposta feita pelos pescadores durante a sua construção. E qualquer intervenção de curto prazo não pode adiar o reordenamento urgente da a orla costeira, no respeito pela Natureza e pelos seus equilíbrios, nos quais o homem se terá de (re)inserir.
Com um olhar mais a Sul, não será preciso um tsunami para pôr a nu situações insustentáveis já criadas na península de Tróia ou na ilha de Faro, só para citar dois casos visíveis. Urge travar a betonização do Litoral Alentejano, a costa mais preservada da Europa, enquanto é tempo. Depois do resort da Sonae, da Soltróia e da Galé, vêm aí a Costa Terra, os Pinheirinhos e, quem sabe, um novo Pinheiro da Cruz.... Resta-nos Santo André, Porto Covo, o Malhão e o belo litoral de Odemira, mas por quanto tempo? É preciso agir já para evitar previsões catastrofistas para 2100, se não queremos o mar às portas de Beja e o Alqueva transformado no maior estuário da Europa!
Duas décadas sem a presença física do Zeca fazem-nos lembrar este amigo maior que o pensamento que cantou também o nosso litoral, de Odeceixe à Fuzeta, passando pelos Índios da Meia-Praia. Até num país de poetas, é preciso travar a especulação para cumprir o sonho… e evitar o pesadelo. Senão, um dia, o país de Abril vai mar adentro…

Alberto MatosCrónica semanal na Rádio Pax – 27/02/2007

23 févr. 2007

Gracinha alentejana



Não Canse a Bichinha...



Um jovem Médico, abriu um consultório numa pequena aldeia alentejana, onde só havia velhos.


No primeiro dia, começou por atender o Ti Augusto e aproveitou p'ra perguntar:


- Então Ti Augusto, aqui na terra não há meninas ?


- Aqui na há nada! Só se for às Sêxtas-Fêras com a Égua!- respondeu o Ti Augusto.


Passado algum tempo, já o Médico andava a ganir de desejo, quando o Ti Augusto voltou à consulta:


- Então homem, hoje é Sexta-Feira, como é que é isso da Égua?


- Sendo 3 da tardi, o sôdoutori venha ter comigo à Bêra do riacho.


Quando lá chegou, encontrou uma fila enorme de homens, mas ele como era Médico, toda gente o deixou passar à frente. Quando viu a Égua, o médico esqueceu os preconceitos e libertando o desejo reprimido, baixou as calças e montou-se no animal.


Ao fim de alguns minutos de relação, o Ti Augusto chega-se ao pé do Médico e diz:


- Sôdoutori, ê na queria interrompêri, mas na canse a bichinha, porque ela é que nos vai levari p'ro outro lado do riacho, onde estão as mocinhas!!

Merci à Alberto Matos de Radio Pax de Beja.
Os alentejanos são os primeiros a rir de si próprios...
O Alentejo e as suas gentes estão no meu coração!

José Afonso




José Afonso, 2 de Agosto de 1929 - 23 de Fevereiro de 1987

Zeca, 20 ans après, tu nous manques... Nous avons besoin de ta voix et de ta guitarre, pour défendre notre cause, celle du peuple, celle des humbles... Car aujourd'hui, ABRIL semble oublié des gouvernants portugais et de beaucoup de nos compatriotes... Nous vivons un autre temps, celui de l'impérialisme boursier, du capital et des actionnaires... Qui pourtant n'a pas beaucoup de différences avec le totalitarisme qui t'a emprisonné à Caxias, en d'autres temps...
C'est le même mépris de l'humain, la même Loi du plus puissant, de ceux qui possèdent l'argent, les armes et le contrôle des moyens de communication...

Et toi, Zeca, oublié des gouvernants et du peuple globalisé, les tiens combattants de l'Utopie, ne t'oublient pas et ne t'ont jamais renié...

..."Abril renasce de cada vez que tu cantas,
mesmo que já não cantes,
mesmo que, para ti, a morte
tenha também saído à rua
num dia assim, num Fevereiro distante e
triste
que reduziu a matéria dos sonhos
à cinza fria das nossas mais fundas mágoas."

José Jorge Letria, in Carta a Zeca Afonso, garrido editores, 2002

21 févr. 2007

Le livre du mois

La Mémoire et le Feu. Portugal, l’envers du décor de l’Euroland
Jorge Valadas
Plus connu sous son nom de plume habituel de Charles Reeve, Jorge Valadas nous fait partager, avec ces chroniques lusitaniennes, sa critique acérée de l’« envers du décor » portugais. Il rappelle le terreau anarcho-communiste et les violentes révoltes du début du XXe siècle, occultées par la longue nuit de la dictature salazariste. Elles resurgirent lors de la « révolution des œillets » de 1974, rapidement confisquée toutefois par le parti communiste. Il décrypte ensuite la vie sociale du nouveau Portugal démocratique où triomphe l’« individualisme moderne du citoyen consommateur de marchandises ». L’ouvrage met aussi en lumière la recherche du profit sans limites des « nouveaux conquistadores » sur fond de désertification tant humaine (cinq millions d’émigrés, précarisation) que naturelle (incendies récurrents, « sahélisation » de pans entiers du territoire). Mais tout n’est pas perdu pour autant, et l’auteur pointe ici ou là « des signes et des traces de l’utopie sociale ensevelis sous le béton et le crédit ».
Jean-Jacques Gandini.


L’Insomniaque, Montreuil, 2006, 128 pages, 10 euros.
in Le Monde Diplomatique, février 2007

Carnaval da Madeira



O Alberto João Jardim está a fazer um jogo político sujo, como sempre o fez desde há 25 anos na Madeira, ao demitir-se para ter a possibilidade de continuar até 2111 no poder.
O défice de democracia na Madeira é da sua inteira responsabilidade.
E não será deveras um nojo, ver tanto dinheiro gasto na Madeira em Carnaval e fogos de artifício, quando a maioria do país tem de apertar o cinto?

Quererá o potentado carnavalesco a independência da Madeira?
Está-se a esquecer que o arquipélago é uma parte indivisível de Portugal.
E o Alberto João tem de se sujeitar ás leis da República portuguesa.
O que não consigo compreender, é como os madeirenses o continuam a apoiar, e como tantos portugueses do continente aplaudem esta palhaçada.

Que espera o Governo português para meter fim a esta fita de mau gosto que já nem o Le Pen faz em França?

19 févr. 2007

Cartes postales reçues


Les amis m'envoient souvent (moins avec le Net) des cartes postales sympas...

Voyez celle de Tónio, qui est récemment parti à Cuba...

Il a mis un photo-reportage sur son site: www.agorapress.com

Consulados portugueses, qual será a resposta do Governo?



As associações e os emigrantes portugueses no estrangeiro continuam mobilizados contra o encerramento dos consulados...

Os partidos nacionais não parecem estar muito mobilizados para defender os interesses
da emigração portuguesa.

Haverá populismo no empenhamento das associações, e tentativa de recuperação política da parte do PSD, que iniciou em tempos este abandono das suas comunidades no estrangeiro?

Domingo 4 de Março de 2007, o colectivo de defesa do consulado de Orléans e dos direitos dos portugueses, organiza uma manifestação em frente da catedral desta cidade.

Este fim de semana, a manifestação de Tours foi bastante seguida...

Relembrando Zeca


Sexta à noite, no programa de rádio, relembrei Zeca falecido a 23 de Fevereiro de 1987...

Zeca, que revolucionou a música portuguesa, e nos mostrou o caminho para a utopia...

Até sempre, camarada...

Visita o site da associação em www.aja.pt

17 févr. 2007

Politique people et populisme


Les soutiens "people" de Sarko sont-ils des boulets tels, qu'ils pourraient lui coûter l'élection présidentielle? Voyez le panel: Doc Gynéco, Johny, Pascal Sevran, Steevie Boulay (ex du Loft), Roger Hanin (Beau-frère de François Mitterand), et j'en passe...

Démocratie, où vas-tu?

D'un autre côté, toutes les émissions de variétés françaises ("Vivement Dimanche" de Drucker, "On a tout essayé" de Ruquier...) se mettent à faire de l'analyse politique, avec des chroniqueurs qui ne représentent qu'eux-mêmes, et qui ont autant d'analyse qu'un hamburger de chez Mac Do..

Démocratie, quelles conneries fait-on aujourd'hui en ton nom?...

Alain Duhamel s'est fait mettre au placard du service public, pour avoir dit qu'il soutiendrait François Bayrou à l'élection présidentielle... Cela nous rappelle Elkabach.
Ce qu'a dit Duhamel, est-ce aussi dangereux pour la démocratie que faire de la politique dans des émissions de variétés?

Démocratie, comment croire encore en toi?...