28 mars 2007

Fascistas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Manifesto de estudantes de Letras denuncia discriminações racistas
26-Mar-2007
Um grupo de estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa está a divulgar um manifesto onde se pode ler: "Não podemos assistir passivamente às discriminações racistas e a tentativas de intimidação de que têm sido alvo estudantes dentro da faculdade ou a folclóricas mas preocupantes manifestações neonazis como a que assistimos na passada quinta-feira, dia 15 de Março."

A extrema-direita candidata-se às eleições para a direcção da Associação de Estudantes da Faculdade, que decorrem 2ª e 3ª feira (26 e 27 de Março). Da lista X, composta por elementos de extrema-direita e apoiada pelo PNR, faz parte até um dos condenados pelo assassinato de Alcindo Monteiro, segundo a organização SOS Racismo.

O grupo de estudantes que está a distribuir o manifesto, com o título "por uma escola livre e sem racismo", está também a convocar um debate com o título "Viva quem muda sem ter medo do escuro", com a participação de Eduarda Dionísio (antiga aluna da FLUL), José Mário Branco (músico, aluno da FLUL) e a Associação SOS Racismo, para Dia 29/3, às 15h30m, no Bar da Esplanada, Faculdade de Letras, UL.


Em declarações ao jornal "Público" de hoje uma dirigente da juventude do partido de extrema-direita PNR afirmou que a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras pode ser a primeira de muitas associações que o partido pretende conquistar. Para a Associação de Estudantes concorrem duas listas, a lista X de extrema-direita e a lista U, apoiada pelo
PCP.

A organização SOS Racismo, anunciou entretanto que vai pedir audiências, ao Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao Reitor da Universidade de Lisboa, ao Ministro da Administração Interna e ao Ministro do Ciência e do Ensino Superior, e apelou "à mobilização de toda a comunidade escolar e do país
contra esta ameaça", afirmando que: "Este é o momento para afirmar a diversidade política e cultural e recusar o autoritarismo, a violência e o racismo".

www.esquerda.net
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Os grandes portugueses

Grandes Portugueses não são nem os senhores da RTP - que meteram no ar esta vergonha de programa americanizado e populista - nem os espectadores que votaram no Salazar: será que o fascismo voltou ao nosso pais? Que falta de memória e de cultura, meu povo... Aqueles que morreram pela Liberdade nos anos do fascismo morreram agora outra vez!

O Salazar devia voltar, mas só para vocês, que votaram nele...

21 mars 2007

Carlos Mar no Luso Club


L’album « A Caminho… » fête sa première année d’existence. Et oui, un an
déjà !
Fort est de constater que la route est sinueuse mais encourageante, et que
votre soutien sur le bord de la route me fait le plus grand bien.

C’étais prévu, 2007 sera une année de perspectives et de labeur ;
nouvelles chansons, nouvelles collaborations et de belles surprises
verront le jour…

À l’instar de « A Caminho… », mon deuxième album - en préparation – se
construit et mûrit également sur scène, avec vous.

C’est pourquoi, j’ai créé en parallèle, un nouveau combo acoustique où je
suis accompagné par Antoine (aka Dartone) à la guitare acoustique. Cette
formation présente les chansons sous un nouvel habillage, plus dépouillé,
plus intime et enrichi de couleurs chaudes que seules les guitares
acoustiques savent créer, en laissant une place plus importante à la voix.

Alors, en attendant de vous voir à l’un de mes prochains concerts, je vous
souhaite une bonne semaine.

Musicalement
Carlos MAR


Prochains Concerts :

07/04 - Luso-Club - 23h
03/05 – Oscar Café « Acoustique » – 20h
31/05 – Union Bar « Acoustique » – 20h30

+ d’Infos sur :
www.myspace.com/1carlosmar
www.carlosmar.com
contact@carlosmar.com

Luso-Club
84, route Nationale 6
91800 Brunoy
entrée libre

Oscar Café
8 rue Vicq d'Azir
75010 Paris
entrée libre

Union Bar
6, avenue Jean Aicard
75011 Paris
entrée libre

Wanted for war crimes

4 anos de crime sem castigo

Há precisamente quatro anos, em 20 de Março, consumava-se o crime longamente premeditado por Bush & Blair, com pré-aviso oficial na célebre cimeira das mentiras dos Açores. E, no entanto, este crime não era inevitável. Durante longos meses, as inspecções da ONU não confirmaram a existência das célebres “armas de destruição massiva” ou, ainda menos, que o Iraque estivesse à beira de possuir armas nucleares. Se as tivesse, aliás, outro galo cantaria…
Mais de uma década de bloqueio impusera enormes sofrimentos ao povo iraquiano, de modo algum minorados pela troca de “petróleo por alimentos”. Mas também enfraquecera o regime de Saddam Hussein que há muito deixara de constituir uma ameaça para a segurança regional – como no tempo em que os EUA o empurraram para uma guerra sanguinária e fratricida contra o Irão.
Um mês antes da invasão do Iraque, em 20 Fevereiro, tivera lugar a maior manifestação global até hoje realizada, em quase todas as capitais do planeta, contra o deflagrar da guerra anunciada. Contra a opinião pública mundial, contra as deliberações do Conselho de Segurança da ONU, a “guerra infinita” já ensaiada no Afeganistão foi-nos imposta como um facto consumado. A razão foi mais uma vez vencida, mas não convencida, pela força bruta dos arsenais bélicos.
Quatro anos depois, na hora do balanço, é preciso dizer que o desastre ultrapassou as previsões mais pessimistas. É certo que o regime de Saddam ruiu como um baralho de cartas: o povo não se ergueu em defesa de uma ditadura odiosa e esgotada. Mas a verdadeira guerra estava ainda para começar, no plano civil e da resistência contra os invasores. A qualidade de vida, a economia e o desemprego que já eram problemas sérios antes da guerra, sofreram um agravamento brutal e não dão mostras de recuperação. No plano político, as eleições realizadas sob a bota dos ocupantes não têm qualquer credibilidade nem podiam contribuir para a estabilização e a unidade do Iraque, dilacerado por uma guerra sectária entre facções étnicas e religiosas – curdos, sunitas e xiitas de todos os matizes…
No plano da segurança e da luta anti-terrorista, um dos argumentos mais utilizados pelos invasores, o caos é total. Além das mais variadas milícias iraquianas, crescem como cogumelos células da Al-Qaeda e de outras organizações que encontraram no Iraque o laboratório ideal. Há dias, o jornal israelita Ma’ariv Daily noticiou que um oficial reformado, Shmoel Avivi, estabeleceu uma firma no Iraque há dois anos, com uma actividade altamente lucrativa na venda de armas a grupos terroristas. O número de mortos entre a população iraquiana é incalculável, mas oscilará entre os 665 mil divulgados em Outubro 2006 e 1 milhão, calculado por médicos e investigadores da ONU, num país que perde todos os meses 100 mil habitantes em fuga desesperada da violência e da morte.
Quanto aos direitos humanos, a invasão do Iraque constitui uma das páginas mais negras desde a II Guerra Mundial. Torturas como as infligidas a prisioneiros na prisão de Abu Ghraib; o massacre de Fallujah, em que as tropas dos EUA utilizaram fósforo branco e outras armas de destruição massiva que dizimaram dezenas de milhares de civis, são apenas alguns dos episódios conhecidos da guerra que constitui, em si própria, o maior crime contra a humanidade neste início do século XXI.
Os estilhaços desta guerra atingem todo o mundo, incluindo os EUA, cujo número de soldados mortos já ultrapassava os 3 mil, no início de 2007. As eleições para o Congresso, em Novembro de 2006, foram um verdadeiro plebiscito contra a política criminosa de Bush, obrigado a sacrificar a cabeça do falcão Rumsfeld. Mas, em vez da retirada das tropas do Iraque, exigida nas urnas e por centenas de milhares de manifestantes, Bush prefere a fuga para a frente com o envio de mais de 20 mil novos soldados para o Iraque, procurando criar um novo e pior facto consumado até ao final do seu mandato: uma escalada guerra no Iraque e, se o deixarem, até ao vizinho Irão…
Hoje, até um juiz do TPI admite que Bush & Blair poderão vir a ser julgados por crimes de guerra. Mas já foram condenados pela opinião pública, tal como os seus parceiros menores Aznar e Durão Barroso – o mesmo que mentiu ao parlamento português, jurando “ter visto as provas” da ameaça iraquiana e hoje, sem a menor vergonha, preside à Comissão Europeia. E é bom não esquecer o envolvimento da GNR no Iraque, consentido por Jorge Sampaio. Está na hora de perguntarmos a Sócrates: porque continuam os soldados portugueses no Afeganistão, onde já houve baixas, ao serviço da NATO e de um regime de narcotraficantes, posto no poder pelos americanos? Ou estará Portugal predestinado a passar por vergonhas como a cimeira dos Açores e os voos da CIA?

Alberto MatosCrónica semanal na Rádio Pax – 03/01/2005

Encerramento dos Consulados

Paris, Domingo 18 de Março de 2007.
Será que o Governo português ouviu a voz do povo na emigração?
A RTP apenas mostrou algumas imagens fugazes. A televisão francêsa nem falou da manifestação... Dizem que estavam lá entre 3000 e 6000 pessoas para afirmar (contra a política de crise do Governo) as suas raízes portuguesas, e sua vontade de guardar um Serviço Público (Os Consulados) que também é a principal ligação com o país de origem...
Um símbolo forte: encerrando os Consulados o Governo português abandona os seus emigrantes!...
Quem falou de Socialismo?...

18 mars 2007

Mayra Andrade






Mayra Andrade - Regaço / Bô Seiva - wideo
Mayra Andrade - Regaço / Bô Seiva - wideo

Mayra Andrade - Regaço / Bô Seiva - wideo
Linda musica de Cabo Verde, com a voz magica de Mayra Andrade. Veja o videoclip ! Musica de Orlando Pantera




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Regasso / Seiba









Morna ke m'conxê inda menino, na regaço




Na hora di dispidida m'cré também uvib oh morna









Bô seiva invadi nha coraçon sem limite




Ah se um pudesse bebê um cálice, bô melodia









Bô feitiço ta infeitiçam




Bô praga ta amaldiçoam




Bô seca ta secá nha peito




Mas mesmo assim




M'cré uvib, oh morna









Orlando Pantera




(Orlando Monteiro Barreto 1967 - 2001)




http://www.opantera.com

Mort de Lucie Aubrac

Lucie Aubrac : une incarnation de la Résistance

Disparition . L’épouse de Raymond, l’une des figures de la Résistance, s’est éteinte mercredi soir à l’âge de quatre-vingt-quatorze ans. Elle était restée une militante inlassable.

« Convaincre les jeunes qu’ils sont capables de résister. » À l’heure où la triste nouvelle (hélas attendue) a assombri la nuit de mercredi à jeudi, cette phrase récente de cette grande dame aux cheveux neigeux et au regard droit a surgi en notre mémoire, phrase à la saveur familière frappée du sceau de l’insoumission, une phrase comme une évidence, une injonction, un testament philosophique. Lucie Aubrac s’est éteinte, mercredi soir, à l’Hôpital Suisse de Paris d’Issy-les-Moulineaux. Elle avait quatre-vingt-quatorze ans et « était hospitalisée depuis deux mois et demi », a expliqué sa fille, Catherine.

L’âme vagabonde, nous avons alors fermé les yeux pour respirer bien fort. Mesurer le temps parcouru. Le chemin arpenté. Le legs universel. Puis, nous avons pensé à Raymond, figure indissociable, fusionnelle. Les voilà l’un sans l’autre désormais, quelle drôle d’idée. Impossible défi, enchâssés qu’ils sont dans la mémoire collective. Improbable réalité, pour eux tout simplement mais aussi pour l’histoire qui leur doit tant... Mon Dieu qu’il est difficile de « dire » ces deux êtres en leur ampleur et, au plus près, sans rien travestir ni réduire, raconter ce parcours hors du commun.

une inlassable ferveur

Si le XXe siècle n’avait pas connu le nazisme, Vichy, la Résistance, les lois antisémites et la nécessité vitale, absolue, d’échapper aux persécutions en changeant d’identité, Lucie Aubrac n’aurait jamais existé. Elle serait restée Lucie Bernard jusqu’au 14 décembre 1939, jour de ses noces avec Raymond Samuel, puis, comme ce fut le cas brièvement, elle se serait appelée Lucie Samuel. Monsieur et Madame Samuel. Elle, jeune communiste, fille de vignerons du Mâconnais, née en juin 1912, agrégée d’histoire, réputée « sévère » mais « brillante » (1). Lui, enfant de Vesoul, fils d’une famille juive polonaise, ingénieur des Ponts et Chaussées, licencié en droit à Paris et diplômé d’une université américaine. Seulement, ces époux-là au nom juif n’étaient pas libres de s’aimer. Et leurs vies se trouvaient menacées.

En plongeant dans la nuit noire de l’Occupation et en entrant dans la Résistance, Lucie et Raymond devinrent Aubrac. Ils le resteront pour jamais. En quelque sorte. Des héros ? Lucie se fâchait toujours en entendant ce mot. « Les héros, sont d’abord ceux qui sont morts. » Inlassable ferveur d’une certaine idée de la France et de l’engagement, toujours prête à bousculer la posture de l’icône. Car depuis la Libération, on dit « les Aubrac » et rien d’autre, comme si, par la simple évocation de ce nom mythifié par la France, on voulait aussi dire une présence commune et convoquer par ce nom une source inépuisable d’élévation, une urgence aussi, partout où l’homme est blessé. Célébrité ou pas, chez les Aubrac, on n’a jamais transigé avec les principes ni avec les engagements fondamentaux. Cette « règle », cette forme d’idéal humain, ce souci d’une liberté inaliénable, tout cela remonte loin.

Ils s’étaient rencontrés à Strasbourg en 1939, quelques mois avant leur mariage, et dès l’année suivante, à peine Raymond était-il fait prisonnier qu’elle l’aidait (déjà) à s’évader d’une prison de Sarrebourg (Moselle). À l’automne 1940, en zone libre, Lucie rencontra, à Clermont-Ferrand, le journaliste Emmanuel d’Astier de la Vigerie qui organisait un petit groupe clandestin, La dernière colonne, et faisait paraître un journal clandestin. Raymond et Lucie s’installèrent ensuite à Lyon, et, avec une pléiade de jeunes qui refusaient la bête immonde et la croix gammée, ils fondèrent le mouvement Libération-Sud et se lancèrent, tous à corps perdu, dans les premières actions de l’ombre. C’est de ces années-là que datent les coups d’éclat qui feront de leur patronyme l’un des symboles de la France debout.

entre passion et patience

Jusqu’en novembre 1943, Lucie Aubrac enseigne au lycée de jeunes filles Edgard-Quinet de la capitale des Gaules. À cette date, elle reçoit sa révocation en raison de ses engagements trop visibles contre l’occupant. Depuis novembre 1942, elle dirige en effet dans toute la région un corps franc. Rôle essentiel : les évasions. Celle de Raymond en personne fut la plus célèbre. Le 21 juin 1943, à Caluire, Raymond, sous le pseudonyme de François Vallet, est arrêté par les sbires de Klaus Barbie. Avec lui, Jean Moulin, chef du Conseil national de la Résistance (CNR), bientôt massacré, et une dizaine de résistants. Lucie, enceinte, n’a qu’une obsession : revoir Raymond, le sauver d’une mort certaine. Avec un mélange d’inconscience et de courage, elle se jette dans la gueule de la Gestapo pour le faire évader, en échafaudant un judicieux stratagème. Lors d’un audacieux coup de main durant un transfert de prisonniers, avec ingéniosité et sang-froid, les armes à la main, elle réussit à libérer son mari et treize autres résistants. Recherchés activement par la Gestapo, le couple gagne Londres le 8 février 1944, avec leur petit garçon, Jean-Pierre. Lucie accouche quatre jours plus tard d’une fille, Catherine.

À la Libération, Lucie Aubrac rejoignit son mari, nommé commissaire de la République (préfet) à Marseille, puis représenta le Mouvement de libération nationale à l’Assemblée consultative de Paris (2). Le retour à la vie « normale » est alors marqué au fer rouge : les affaires du monde leur importent plus que la glorification de ce qu’ils firent. Valeurs aux coeurs et aux tripes, intactes, le couple fit corps. À lui le recul, la mise à distance, le sang-froid pour balayer d’un revers de main les défroqués du Kremlin qui l’accusèrent d’avoir été un agent du KGB, et en voulaient pour preuve que Ho Chi Minh avait séjourné un temps dans le pavillon familial des Aubrac. À elle la repartie quand on lui suggérait que son engagement antinazi avait pu être dicté par sa sympathie avec le PCF, eux les compagnons de route : « Être communiste sous l’Occupation, est-ce que ça ne voulait pas dire d’abord qu’on se battait contre Hitler ! » (3). Lui, travailla aussi en Afrique et lutta contre la famine avec la FAO. Elle, féministe (« Sans les femmes, disait-elle, la Résistance ne pouvait rien faire »), reprit son métier d’enseignante. Et ne cessa plus, dès lors, de militer en faveur de la paix et de livrer, à travers de nombreuses conférences et dans d’innombrables classes, le témoignage de son engagement dans la Résistance. Il faut avoir vu une fois dans sa vie le lien quasi charnel qu’elle nouait avec les élèves, pour comprendre la générosité de la pédagogue et l’éloquence de son humanité, entre passion et patience.

« Madame conscience »

En 1997, le réalisateur Claude Berri porte à l’écran l’histoire du couple quand les cinéphiles, eux, continuent d’aduler (à juste titre) l’Armée des ombres, de Jean-Pierre Melville (1969), dont l’architecture fait directement référence aux propres souvenirs de Lucie. Un malheur n’arrive jamais seul. En avril 1998, après une polémique absolument indigne, les époux obtinrent que l’historien Gérard Chauvy et son éditeur Albin Michel soient condamnés pour « diffamation publique » après la publication d’un torchon, Aubrac, Lyon 1943, qui mettait en doute leur rôle dans la Résistance. Un pic d’émotion vite atténué par le retour à la dignité des faits. Alors, avec un infatigable enthousiasme, drôle ou grave, elle continuait de raconter, de se confesser aussi parfois (4), de commenter, de s’emporter, d’alerter sur l’état du monde, de s’indigner des inégalités galopantes. Avec les sans-papiers par exemple. Contre la résurgence d’idées glauques et fascisantes. Surtout contre la bêtise. Emmanuel d’Astier de la Vigerie l’avait d’ailleurs surnommée « Madame Conscience ». Et c’est peu dire. En mars 2004, avec plusieurs figures de la Résistance, comme Georges Séguy, Jean-Pierre Vernant, Maurice Kriegel-Valrimont, Germaine Tillion, Georges Guingouin, Lise London, etc., elle avait signé avec son mari un appel aux jeunes générations pour qu’ils réagissent devant la remise en cause du « socle des conquêtes sociales de la Libération ».

Le XXIe siècle, enfanté dans l’incertitude, était aussi le sien. Tout début 2007, elle appelait à « résister à l’ordre établi, au libéralisme et à une classe politique ayant le plus grand intérêt à ce que rien ne change ». Résister c’est réfléchir. Réfléchir c’est penser. Et penser c’est agir. À ceux qui prétendent définir l’« identité nationale » en dressant des barbelés, nous préférerons, toujours, « être avec » Lucie Aubrac, et continuer de parler de bien commun, de justice, d’égalité des droits et de cet imaginaire français dont on rêve qu’il reste universel. Il y a quelques années, elle déclarait : « Aubrac, aujourd’hui, ça sonne Résistance. Au fond, ça a peut-être été bénéfique, pour nous. Ça nous a obligés à nous engager, et dans le bon sens. Car le mot résister doit toujours se conjuguer au présent. »

(1) Simone Signoret, qui l’eut pour professeur, rappela souvent la figure de ce professeur « absolument fabuleux ».

(2) Elle fut candidate sur la liste de Waldeck Rochet aux législatives de novembre 1946, présentée en troisième position.

(3) Entretien avec Gilles Smadja

dans l’Humanité (février 1997).

(4) Grand officier de la Légion d’honneur, elle était l’auteur de plusieurs livres, parmi lesquels :

Ils partiront dans l’ivresse, (1984), Cette exigeante liberté, (1997),

la Résistance expliquée à mes petits enfants, (2000).

Jean-Emmanuel Ducoin

In L'Humanité du 16 mars 2007

Manifestação em Paris contra o encerramento dos consulados


O Governo português anunciou o encerramento dos Consulados de Orléans e Tours, numas das regiões em França, onde vivem mais portugueses. A partir de Junho próximo, aqueles de nós que tiverem falta de ir ao Consulado, terão de ir a Paris. O que significa levantar cedo, perder um dia de trabalho, e esperar horas a sua vez, como outrora o fizeram os nossos pais, no tempo em o fascismo mandava em Portugal.

Os colectivos de associações continuam a luta.
Os partidos políticos também se mobilizam, e obviamente o BE.
O meu amigo Fernando Batista está a coordenar a presença do Bloco na manifestação de hoje á tarde:

"Lembramos que Helena Pinto, deputada do Bloco de Esquerda, vai estar presente no domingo 18 de março em Paris, encabeçando a delegação do Bloco de Esquerda/França no protesto convocado pela comunidade portuguesa contra a reestruturação dos consulados recentemente aprovada em Conselho de Ministros.

Convidamos pois os aderentes e amigos do BE a participar nesta manifestação juntando-se à delegação do BE (domingo 18, sera a segunda manifestação do BE em Paris depois do 1° de Maio 2002, aquando da presença de Le Pen na 2a volta das presidenciais desse ano).

A manifestação parte às 14h30 da "place de la République", até a "place de la Bastille".

Propomos como ponto de encontro do BE a esquina da "place de la République" com o "Boulevard du Temple" às 14h."