4 avr. 2007


Dan Inger a accepté l’invitation de son ami Carlos Mar,
pour vous offrir en alternance, un concert acoustique
le jeudi 3 mai à l’Oscar Café* à partir de 20 heures.

Les deux artistiques franco-lusophones qui ambitionnent de monter un plateau itinérant, vous serviront le répertoire de leurs albums respectifs, agrémenté de nouvelles compositions. Carlos sera accompagné par la guitare de son désormais complice, Dartone, et le piano endiablé de Stéphane Lébé mettra le feu aux chansons de Dan, qui sera tout juste sorti des studios d’enregistrement pour son quatrième album, lui aussi acoustique, co-écrit entre autre avec l’écrivain Alice Machado et le journaliste Yann Lavoix (France2 / RMC).

Oscar Café, 8 rue Vicq d’Azir Paris 10° - Métro Colonel Fabien - Entrée Libre
www.carlosmar.com www.daninger.com Albums disponibles en téléchargement

Comunicado do CCP em França

Nota de informação

Paris, 1 de Abril de 2007

portugueses de frança chumbam a decisão do governo de encerrar consulados

Os Colectivos de defesa dos Consulados de Portugal em França e o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) informam que os resultados finais do Referendo realizado este fim-de-semana em França sobre o encerramento dos postos consulares de Nogent, Versalhes, Orléans e Tours decidido pelo Governo português, foi o seguinte:

Total de votantes: 6.565

Dos quais:

· 6.522 não concordam com o encerramento dos Consulados

· 34 concordam com o encerramento dos Consulados

· 9 votos nulos

51 mesas de voto

Resultados por área consular:

Area consular de Paris:

· 5 mesas de voto

· 1.201 votantes

· 1.193 não concordam com o encerramento dos Consulados

· 7 concordam com o encerramento dos Consulados

· 1 voto nulo

Area consular de Nogent:

· 12 mesas de voto

· 1.776 votantes

· 1.757 não concordam com o encerramento dos Consulados

· 15 concordam com o encerramento dos Consulados

· 4 votos nulos

Area consular de Versalhes:

· 17 mesas de voto

· 2.097 votantes

· 2.082 não concordam com o encerramento dos Consulados

· 12 concordam com o encerramento dos Consulados

· 3 votos nulos

Area consular de Orléans:

· 10 mesas de voto

· 1.137 votantes

· 1.135 não concordam com o encerramento dos Consulados

· 0 concordam com o encerramento dos Consulados

· 2 votos nulos

Area consular de Tours:

· 7 mesas de voto

· 354 votantes

· 354 não concordam com o encerramento dos Consulados

· 0 concordam com o encerramento dos Consulados

· 0 votos nulos

Para além dos resultados do Referendo, importa dizer que:

O número de votantes ultrapassou em muito as nossas espectativas mais optimistas. Por exemplo, para as eleições Presidenciais de Janeiro de 2006, nas mesmas áreas consulares votaram 3.361 Portugueses. Para o Referendo, tal participação foi duplicada.

No referendo, à pergunta «Concorda que o Governo encerre os Consulados de Nogent, Versailles, Orléans e Tours e crie um mega-Consulado em Paris?», os Portugueses residentes nestas áreas consulares responderam claramente que não (99,35%), chumbando assim, redondantemente, a decisão do Governo.

A votação nas 51 mesas de voto (em associações, igrejas, rádios,…) decorreu com civísmo. Foi a primeira vez que tal aconteceu e mostrámos assim que é possível organizar eleições com mesas de voto descentralizadas.

Esta foi também uma excelente oportunidade que sensibilizou os Portugueses residentes em França para a participação eleitoral. Um grande número de votantes nunca tinha votado, mas souberam afirmar deste modo o seu civísmo e prometeram que vão recensear-se e que vão motivar amigos, vizinhos e familiares a fazê-lo também. Todos disseram que basta de preconceitos e querem que a sua voz seja ouvida pelos Governos de Lisboa.

O Conselho das Comunidades Portuguesas solicitou uma audiência ao Senhor Presidente da República e aguarda-se a todo o momento o seu agendamento.

O Conselho das Comunidades Portuguesas também tem vindo a solicitar, em vão, uma audiência com o Senhor Primeiro Ministro.

Face ao resultado obtido e aos consecutivos protestos, Os Colectivos de defesa dos Consulados de Portugal em França e o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) apelam ao Governo para que reveja urgentemente a sua posição e que cumpra a promessa que fez à Comunidade de nunca encerrar Consulados.

No que diz respeito a França, o actual plano de reestruturação consular é mau porque:

· Com os encerramentos dos Consulados de Portugal em Orléans e Tours, o Governo apenas economiza 100.000 euros por ano, obrigando os Portugueses residentes naquelas áreas a percorrer centenas de quilómetros para irem ao Consulado de Paris.

· Com a concentração de todos os serviços num só posto consular em Paris, sem serviços de atendimento descentralizados, o Governo vai criar deficiências nos serviços, aumento do tempo de espera,…

· O Governo está a afastar os Portugueses residentes no estrangeiro de Portugal e também não está a acautelar os próprios interesses de Portugal junto das autoridades francesas.

A Coordenação dos Colectivos de defesa dos Consulados de Portugal em França e o Conselho das Comunidades Portuguesas, vão ter uma reunião de balanço dos resultados do referendo na próxima terça-feira.

Mas desde já, decidiram que a luta vai continuar.

______________________

Contactos imprensa:

António Fonseca, Coordenador do CCP em França: +33.660.33.93.27

Carlos Pereira, Presidente do Conselho Permanente do CCP: +33.608.21.92.42

Contra o racismo

Face à polémica desencadeada com a afixação dum cartaz de propaganda do PNR no Marquês de Pombal, em Lisboa, a delegação do Alentejo da Associação Solidariedade Imigrante e a Associação da Comunidade Imigrante Romena e Moldava do Alentejo decidiram emitir o seguinte comunicado conjunto:

Imigração só acaba com “o fim do mundo”

O cartaz do denominado PNR como o dizeres “Basta de imigração – Nacionalismo é solução”, além de revelar a profunda ignorância e estupidez dos seus promotores, é de conteúdo claramente manipulador e integra-se na campanha xenófoba e de ódio racista da extrema-direita europeia, visando a reabilitação histórica do nazi-fascismo.

1. A história da humanidade confunde-se com a história das migrações que tiveram início há mais de 3 milhões de anos, provavelmente em África, onde foi descoberto o célebre esqueleto da pequena Lucy, da espécie Australopithecus afarensis.

Seja qual for o local e a época exacta, hoje não há dúvida de que o género humano teve uma origem comum e migrou através dos diversos continentes e mares, possivelmente de África para a Europa e a Ásia e desta para as Américas, pelo estreito de Bering.

Esta longa marcha ainda não terminou e é provável que ela só acabe quando a própria Humanidade se extinguir, isto é, com o “fim do mundo” – seja qual forem as suas diversas interpretações naturalistas, religiosas ou antropológicas.

2. A expressão “Basta de Imigração” é, em si mesma, mentirosa e ofensiva.

Mentirosa porque é unanimemente reconhecido o contributo indispensável dos imigrantes para o crescimento económico, a minimização da quebra demográfica e do envelhecimento populacional, em Portugal como em quase todos os países europeus.

E ofensiva não apenas da dignidade e dos direitos dos imigrantes, mas também para as dezenas de milhares de emigrantes portugueses que, todos os anos e em ritmo crescente, continuam a sair deste país, em busca de melhores condições de vida e de trabalho – exactamente o mesmo que os imigrantes de todos os continentes buscam em Portugal.

Nenhum decreto, nenhum governo, nem sequer nenhum império é capaz de parar esta pulsão migratória, tão antiga como a própria humanidade. Só mentes mesquinhas e perversas se lembrariam de escrever neste cartaz repugnante: “Façam boa viagem”… Para onde, para um qualquer novo Auschwitz?

3. De resto, esta não é sequer uma medida isolada, mas apenas uma peça do programa do denominado PNR que pode ser consultado na Internet e propõe, entre outras medidas: alterar a Lei da Nacionalidade, recentemente promulgada e cuja aplicação ainda mal começou; terminar com as políticas de reagrupamento familiar ou “o reagrupamento familiar deve ser feito sim, no país de origem” – outra forma de defender a expulsão dos imigrantes; expulsar os clandestinos, fingindo ignorar que estes são vítimas da exploração selvagem de patrões sem escrúpulos; desmantelar os guetos; organizar o regresso dos estudantes estrangeiros e dos imigrantes, etc., etc.

4. Perguntamos: o que mais será necessário para o parlamento, o governo, o Presidente da República e os tribunais portugueses cumprirem e fazerem cumprir a Constituição da República Portuguesa, cujo Artigo 46.º, n.º 4, dispõe:

Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista”.

5. Perante o reeditar destas ameaças à Liberdade e aos Direitos Humanos, responsáveis pelo Holocausto e julgadas pela História após a II Guerra Mundial, exigem-se actos e não meras palavras.

Do parlamento e do governo português, em particular, esperamos que não protelem a aprovação de uma nova Lei de Imigração justa, moderna e tolerante, capaz de responder aos novos desafios de Portugal e da sociedade europeia.

Alentejo, 31 de Março de 2007

28 mars 2007

A droite toute!

Des idées (très) rances s'invitent dans la Campagne Electorale en France.
Tous derrière, et lui devant...
L'extrême-droite n'a apparemment pas le monopole de la connerie!
Le Pen a-t-il déjà gagné les Elections Présidentielles?

Contra a precariedade


Fascistas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Manifesto de estudantes de Letras denuncia discriminações racistas
26-Mar-2007
Um grupo de estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa está a divulgar um manifesto onde se pode ler: "Não podemos assistir passivamente às discriminações racistas e a tentativas de intimidação de que têm sido alvo estudantes dentro da faculdade ou a folclóricas mas preocupantes manifestações neonazis como a que assistimos na passada quinta-feira, dia 15 de Março."

A extrema-direita candidata-se às eleições para a direcção da Associação de Estudantes da Faculdade, que decorrem 2ª e 3ª feira (26 e 27 de Março). Da lista X, composta por elementos de extrema-direita e apoiada pelo PNR, faz parte até um dos condenados pelo assassinato de Alcindo Monteiro, segundo a organização SOS Racismo.

O grupo de estudantes que está a distribuir o manifesto, com o título "por uma escola livre e sem racismo", está também a convocar um debate com o título "Viva quem muda sem ter medo do escuro", com a participação de Eduarda Dionísio (antiga aluna da FLUL), José Mário Branco (músico, aluno da FLUL) e a Associação SOS Racismo, para Dia 29/3, às 15h30m, no Bar da Esplanada, Faculdade de Letras, UL.


Em declarações ao jornal "Público" de hoje uma dirigente da juventude do partido de extrema-direita PNR afirmou que a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras pode ser a primeira de muitas associações que o partido pretende conquistar. Para a Associação de Estudantes concorrem duas listas, a lista X de extrema-direita e a lista U, apoiada pelo
PCP.

A organização SOS Racismo, anunciou entretanto que vai pedir audiências, ao Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao Reitor da Universidade de Lisboa, ao Ministro da Administração Interna e ao Ministro do Ciência e do Ensino Superior, e apelou "à mobilização de toda a comunidade escolar e do país
contra esta ameaça", afirmando que: "Este é o momento para afirmar a diversidade política e cultural e recusar o autoritarismo, a violência e o racismo".

www.esquerda.net
http://www.esquerda.net Produzido em Joomla! Criado em: 28 March, 2007, 17:51

Os grandes portugueses

Grandes Portugueses não são nem os senhores da RTP - que meteram no ar esta vergonha de programa americanizado e populista - nem os espectadores que votaram no Salazar: será que o fascismo voltou ao nosso pais? Que falta de memória e de cultura, meu povo... Aqueles que morreram pela Liberdade nos anos do fascismo morreram agora outra vez!

O Salazar devia voltar, mas só para vocês, que votaram nele...

21 mars 2007

Carlos Mar no Luso Club


L’album « A Caminho… » fête sa première année d’existence. Et oui, un an
déjà !
Fort est de constater que la route est sinueuse mais encourageante, et que
votre soutien sur le bord de la route me fait le plus grand bien.

C’étais prévu, 2007 sera une année de perspectives et de labeur ;
nouvelles chansons, nouvelles collaborations et de belles surprises
verront le jour…

À l’instar de « A Caminho… », mon deuxième album - en préparation – se
construit et mûrit également sur scène, avec vous.

C’est pourquoi, j’ai créé en parallèle, un nouveau combo acoustique où je
suis accompagné par Antoine (aka Dartone) à la guitare acoustique. Cette
formation présente les chansons sous un nouvel habillage, plus dépouillé,
plus intime et enrichi de couleurs chaudes que seules les guitares
acoustiques savent créer, en laissant une place plus importante à la voix.

Alors, en attendant de vous voir à l’un de mes prochains concerts, je vous
souhaite une bonne semaine.

Musicalement
Carlos MAR


Prochains Concerts :

07/04 - Luso-Club - 23h
03/05 – Oscar Café « Acoustique » – 20h
31/05 – Union Bar « Acoustique » – 20h30

+ d’Infos sur :
www.myspace.com/1carlosmar
www.carlosmar.com
contact@carlosmar.com

Luso-Club
84, route Nationale 6
91800 Brunoy
entrée libre

Oscar Café
8 rue Vicq d'Azir
75010 Paris
entrée libre

Union Bar
6, avenue Jean Aicard
75011 Paris
entrée libre

Wanted for war crimes

4 anos de crime sem castigo

Há precisamente quatro anos, em 20 de Março, consumava-se o crime longamente premeditado por Bush & Blair, com pré-aviso oficial na célebre cimeira das mentiras dos Açores. E, no entanto, este crime não era inevitável. Durante longos meses, as inspecções da ONU não confirmaram a existência das célebres “armas de destruição massiva” ou, ainda menos, que o Iraque estivesse à beira de possuir armas nucleares. Se as tivesse, aliás, outro galo cantaria…
Mais de uma década de bloqueio impusera enormes sofrimentos ao povo iraquiano, de modo algum minorados pela troca de “petróleo por alimentos”. Mas também enfraquecera o regime de Saddam Hussein que há muito deixara de constituir uma ameaça para a segurança regional – como no tempo em que os EUA o empurraram para uma guerra sanguinária e fratricida contra o Irão.
Um mês antes da invasão do Iraque, em 20 Fevereiro, tivera lugar a maior manifestação global até hoje realizada, em quase todas as capitais do planeta, contra o deflagrar da guerra anunciada. Contra a opinião pública mundial, contra as deliberações do Conselho de Segurança da ONU, a “guerra infinita” já ensaiada no Afeganistão foi-nos imposta como um facto consumado. A razão foi mais uma vez vencida, mas não convencida, pela força bruta dos arsenais bélicos.
Quatro anos depois, na hora do balanço, é preciso dizer que o desastre ultrapassou as previsões mais pessimistas. É certo que o regime de Saddam ruiu como um baralho de cartas: o povo não se ergueu em defesa de uma ditadura odiosa e esgotada. Mas a verdadeira guerra estava ainda para começar, no plano civil e da resistência contra os invasores. A qualidade de vida, a economia e o desemprego que já eram problemas sérios antes da guerra, sofreram um agravamento brutal e não dão mostras de recuperação. No plano político, as eleições realizadas sob a bota dos ocupantes não têm qualquer credibilidade nem podiam contribuir para a estabilização e a unidade do Iraque, dilacerado por uma guerra sectária entre facções étnicas e religiosas – curdos, sunitas e xiitas de todos os matizes…
No plano da segurança e da luta anti-terrorista, um dos argumentos mais utilizados pelos invasores, o caos é total. Além das mais variadas milícias iraquianas, crescem como cogumelos células da Al-Qaeda e de outras organizações que encontraram no Iraque o laboratório ideal. Há dias, o jornal israelita Ma’ariv Daily noticiou que um oficial reformado, Shmoel Avivi, estabeleceu uma firma no Iraque há dois anos, com uma actividade altamente lucrativa na venda de armas a grupos terroristas. O número de mortos entre a população iraquiana é incalculável, mas oscilará entre os 665 mil divulgados em Outubro 2006 e 1 milhão, calculado por médicos e investigadores da ONU, num país que perde todos os meses 100 mil habitantes em fuga desesperada da violência e da morte.
Quanto aos direitos humanos, a invasão do Iraque constitui uma das páginas mais negras desde a II Guerra Mundial. Torturas como as infligidas a prisioneiros na prisão de Abu Ghraib; o massacre de Fallujah, em que as tropas dos EUA utilizaram fósforo branco e outras armas de destruição massiva que dizimaram dezenas de milhares de civis, são apenas alguns dos episódios conhecidos da guerra que constitui, em si própria, o maior crime contra a humanidade neste início do século XXI.
Os estilhaços desta guerra atingem todo o mundo, incluindo os EUA, cujo número de soldados mortos já ultrapassava os 3 mil, no início de 2007. As eleições para o Congresso, em Novembro de 2006, foram um verdadeiro plebiscito contra a política criminosa de Bush, obrigado a sacrificar a cabeça do falcão Rumsfeld. Mas, em vez da retirada das tropas do Iraque, exigida nas urnas e por centenas de milhares de manifestantes, Bush prefere a fuga para a frente com o envio de mais de 20 mil novos soldados para o Iraque, procurando criar um novo e pior facto consumado até ao final do seu mandato: uma escalada guerra no Iraque e, se o deixarem, até ao vizinho Irão…
Hoje, até um juiz do TPI admite que Bush & Blair poderão vir a ser julgados por crimes de guerra. Mas já foram condenados pela opinião pública, tal como os seus parceiros menores Aznar e Durão Barroso – o mesmo que mentiu ao parlamento português, jurando “ter visto as provas” da ameaça iraquiana e hoje, sem a menor vergonha, preside à Comissão Europeia. E é bom não esquecer o envolvimento da GNR no Iraque, consentido por Jorge Sampaio. Está na hora de perguntarmos a Sócrates: porque continuam os soldados portugueses no Afeganistão, onde já houve baixas, ao serviço da NATO e de um regime de narcotraficantes, posto no poder pelos americanos? Ou estará Portugal predestinado a passar por vergonhas como a cimeira dos Açores e os voos da CIA?

Alberto MatosCrónica semanal na Rádio Pax – 03/01/2005