Un lieu de résistance à la marchandisation du monde et d'immenses saudades de l'Algarve
20 mai 2007
18 mai 2007
17 mai 2007

Todos juntos na greve geral de 30 de Maio é o título do número 17 do Participacção (boletim sobre temas do trabalho do Bloco de Esquerda), de Maio/Junho de 2007.
No boletim pode ainda ler artigos sobre: luta dos intermitentes do espectáculo; defesa do SNS; código do trabalho; reflexão sobre sindicalismo; eleições nas CT's; o PCP e a publicidade enganosa; mudar reforça-se como alternativa nos bancários do sul; Banco de Portugal, um bom exemplo da parte dos trabalhadores; as barbaridades na Quimonda; Bloco em luta nos vigilantes; trabalhadores em luta contra fecho de infantário de Barcelos.
Participação 17 - clique no link ou na imagem para aceder ao boletim em pdf
15 mai 2007
Stop OGM

ACÇÃO CONTRA CAMPO EXPERIMENTAL DE TRANSGÉNICOS 11 Maio 07
A Plataforma Transgénicos Fora organiza este Sábado, 12 de Maio, uma acção contra a aprovação de um campo de testes experimentais de transgénicos em Rio Maior. Com esta acção, a Plataforma pretende chamar a atenção para a responsabilidade do Ministério do Ambiente em revogar a decisão após terem sido apresentados dados que demonstram claramente a ilegalidade do processo de aprovação. O apoio da Plataforma à resistência local será visível através da presença da «Caravana dos Espantalhos».
O Instituto do Ambiente aprovou recentemente o cultivo experimental de transgénicos pela empresa Syngenta, baseando-se em documentos apresentados pela empresa que supostamente asseguravam a ausência de cultivos de milho num raio de 400 metros, evitando alguns riscos de contaminação. Mais tarde, a Plataforma verificou que a Syngenta omitiu informação (e que o Instituto do Ambiente acreditou nas informações da empresa sem as verificar), ao apresentar declarações de apenas dois proprietários de terrenos vizinhos, quando existem cinco proprietários nesse raio. Um dos proprietários já cultivou milho biológico e o Instituto do Ambiente já recebeu essa informação por escrito pela mão do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.
Na opinião de Gualter Baptista, porta-voz da Plataforma, “o Ministério do Ambiente tem agora a obrigação de revogar a aprovação do cultivo experimental de transgénicos, caso contrário será uma prova de que o Governo se está a colocar do lado de multinacionais mentirosas”.
A nível local, a oposição aos cultivos experimentais (e também comerciais) de transgénicos surgiu publicamente no dia 1 de Março, quando os autarcas de Rio Maior, Salvaterra de Magos e Alcochete se juntaram numa conferência de imprensa para declarar os seus municípios Zonas Livres de Transgénicos. “Ao autorizar o cultivo experimental de transgénicos em Rio Maior, o Governo recusa-se a respeitar as decisões autárquicas e das populações locais”, afirma Gualter Barbas Baptista.
A Plataforma Transgénicos Fora deslocará a sua Caravana dos Espantalhos a Rio Maior, após já ter visitado os municípios de Alcochete e Cadaval, onde trabalhou com crianças e jovens de escolas básicas e secundárias e onde foram hasteadas bandeiras de Zona Livre de Transgénicos pelos autarcas locais. Em Rio Maior junto ao campo proposto para a experimentação de transgénicos mais uma bandeira será hasteada, pela mão de um representante da Câmara Municipal de Rio Maior. A Caravana dos Espantalhos fará ainda uma acção, com contornos teatrais e boas oportunidades fotográficas, junto ao campo onde se pretende cultivar transgénicos experimentais.
Para mais informações: Gualter Baptista, 91 909 0807
A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, Aliança para a Defesa do Mundo Rural Português; ATTAC, Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; LPN, Liga para a Protecção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente; QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza; e SALVA, Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.netEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, é necessário activar o Javascript par o poder ver. ou www.stopogm.net
Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos.
In BlocomotivaThe Yes Men

O colectivo Yes Men ficou conhecido por ter feito um site pouco oficial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os Yes Men é a designação atrás da qual se escondem dois activistas norte-americanos, que dão pelo nome de Mike Bonanno e Andy Bichalbaum, que um belo dia resolveram colocar um pequeno grão de areia na globalização capitalista. A aventura começou em 1999, duas semanas antes da célebre cimeira do milénio da OMC que se realizou em Seattle, os dois militantes criaram um site falso em nome da cinzenta organização. Neste site levavam até às últimas consequências as políticas neoliberais da OMC. Propunham, entre outras coisas, o reaproveitamento “dos aspectos positivos da escravatura”, a venda de votos no mercado livre e a reciclagem de macdonalds comidos e defecados e posteriormente reutilizados e vendidos nos países pobres. Depois de instalado o site, receberam inúmeros convites para conferências e chegaram a ser convidados para representar a OMC em debates televisivos. O antigo director geral da OMC, Mike Moore qualificou a sua acção, como “deplorável”, e o Presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush (em reacção a um site feito pelos Yes Men, com o seu nome), garantiu literalmente o seguinte: “há limites, limites à, euhhh, à liberdade. Mas, bom, euhhh... Nós conhecemos perfeitamente a existência deste site, estes tipos são uns merdosos, é o que eles são. E claro que eu não gosto deles, vocês também não gostarão”. Para aqueles que não seguem o conselho de Bush, há um livro e um documentário publicados sobre os Yes Men que lhes permitem ajuizar se gostam ou não destes tipos.
Como fizeram os Yes Man
2. Fizeram o download do software livre Reamweaver
3. Este pequeno programa permite “sugar” todo o conteúdo de um site de internet e copiá-lo para o disco. Depois de fazerem as pequenas alterações ao ideário da OMC, os Yes Man colocaram este conteúdo no novo endereço. Este programa tem algumas funcionalidades interessantes, por exemplo permite alterar sistematicamente a palavra “comercio livre” por “exploração”, no texto original. 4. Colocaram o site na net
5. Referenciaram-no nos motores de busca.
6. Esperaram as reacções, os convites oficiais, etc...
In Blocomotiva
Relações de força
Os mais recentes acontecimentos políticos na França, Polónia e Estónia, sendo entre si distintos, obedecem a uma mesma tendência forte: as direitas puras e duras esticam a corda e as políticas, no espaço da União, "nacionalizam-se".
Sarkozy venceu apropriando-se de todos os temas fortes da extrema-direita francesa. Desde logo, a imigração. Mas também a afirmação de uma ideia de nação forte, capaz de se proteger do mundo envolvente e de nele desempenhar um lugar central, à medida das glórias perdidas. Formalmente, Sarkozy é um herdeiro do general De Gaulle. Mas pouco tem a ver com ele. De Gaulle via a soberania francesa no contexto da afirmação de um projecto europeu independente dos Estados Unidos. Sarkozy, pelo contrário, é o mais atlantista dos presidentes franceses e olha para a Europa do estrito ponto de vista dos interesses da burguesia francesa. Para De Gaulle, a ideia de Estado forte envolvia poder nuclear, mas também uma dose estratégica de capitalismo de Estado. Sarkozy, diversamente, é uma mistura explosiva de neo-liberalismo com proteccionismo. Em rigor, o seu discurso não é novidade. Nos países bálticos, na Polónia ou na república checa, este cocktail tem sido ensaiado sem sofisticações. Na Europa, os governos destes países actuam como quintas colunas de Washington e como postos avançados do liberalismo económico mais selvagem.
Adivinham-se tempos difíceis. Invocando o "perigo iraniano", a Casa Branca quer instalar um sistema anti-míssil na Polónia e na república checa. Os governos do báltico querem igualmente novos meios militares. Putin, não sem bons argumentos, vê esta escalada como uma ameaça ao seu país. Até ao momento, a Europa hesitava ante a mais recente intromissão norte-americana. A vitória de Sarkozy faz pender a balança para o partido da força.
Outra consequência da nova relação de forças adivinha-se na discussão do Tratado. Com Sarkozy, os eurocratas de recorte federalista arquivam os seus sonhos. A 6 de Maio, ressuscitou a Europa do Directório, ou seja, a ideia de Europa como mera união de interesses e conveniências entre grandes Estados dotados de uma imensa periferia de pequenos mercados. O que, convenhamos, não é grande espingarda para o nosso país...
Miguel Portas
14 mai 2007
Le nouveau président de la République Française

On a déjà commencé à s'habituer à le voir dîner au Fouquet's et effectuer des croisières sur le yacht de son ami Bolloré.
Et après ça, il va nous demander de nous serrer la ceinture et d'accepter le fliquage permanent qu'il ne s'impose pas à lui-même. Sarkozy est le Président voulu par les riches, le CAC40 et le MEDEF, et les français l'ont élu. Ce qui est curieux, c'est qu'il ne semble pas y avoir 53% de riches en France...
Les pauvres auraient-ils voté pour lui?



