26 mai 2007

El Ejido, la loi du profit

"4 mars 07 -
L’Espagne est l’un des derniers pays d’Europe à passer de fournisseur de travailleurs migrants à exploitant de ceux-ci. C’est dans la ville andalouse de El Ejido que cela saute le plus aux yeux, comme le montre un film d’une série sur la migration actuellement sur écran au Festival international de films sur les droits humains de Genève, « El Ejido, la loi et le profit ».

Pamela Taylor - El Ejido est aujourd’hui la troisième ville la plus riche d’Espagne, avec 40.000 immigrés légaux et environ le même nombre d’immigrés clandestins. La plupart n’ont pas de contrat de travail et vivent dans des conditions si intolérables que des émeutes ont éclaté en 2002 et en 2004. El Ejido produit des millions de tonnes de légumes chaque année, dont une bonne partie est exporté vers le reste de l’Europe, notamment l’Allemagne, la France et la Grande Bretagne.

Filmé le long d’une côte autrefois déserte, non loin des stations touristiques de la Costa del Sol, le documentaire montre des kilomètres et des kilomètres de serres de plastique ondulé s’étirant à perte de vue. Sous ces toits surchauffés, des migrants venus du Maroc, de Roumanie, du Mali et du Sénégal cueillent les tomates, les fruits et légumes dans des températures dépassant les 40°.

Le portrait que Jawad Rhalib fait de ces immigrants est touchant et humain. Il mène le spectateur à l’intérieur de maisons qu’ils ont eux-mêmes construites avec des bâches en plastique, dans un bidonville aux airs de Casablanca délabré, parcouru de sentiers sinueux et parsemé de déchets en décomposition.

Le pays des rêves

Les interviews de Rahlib révèlent un pan de société allant de nomades illettrés à des travailleurs éduqués, mais appauvris, ayant tous une chose en commun : le besoin désespéré de quitter leur pays pour faire vivre leur famille.

Hassan, un jeune travailleur marocain, explique qu’ils viennent tous à El Ejido en pensant trouver l’Eldorado, mais qu’ils y trouvent l’enfer. Quand les choses empirent, qu’au manque d’électricité et d’eau courante s’ajoute une nourriture insuffisante et un salaire de misère (25 - 30 euros par jours), Hassan reconnaît que la maison et la famille restées au pays lui manquent. « J’ai souvent la nostalgie de mon pays, mais là je ne peux pas rêver ».

Les rêves d’Eldorado des travailleurs et la demande des consommateurs occidentaux pour des fruits et des légumes hors saison, se conjugent pour que des endroits comme El Ejido continuent d’exister.

Une table-ronde réunissant des activistes des droits de l’homme et des journalistes a suivi le film. Laurent Joffrin, rédacteur en chef du quotidien français de gauche « Libération », posa la question de savoir pourquoi le réalisateur Rhalib n’avait pas demandé aux officiels espagnols comment tant de lois pouvaient être violées impunément, à commencer par l’interdiction d’utiliser la terre pour y planter des serres.

Mais c’est une question typique de journaliste, comme beaucoup l’ont fait remarquer. D’autres ont souligné qu’aujourd’hui les réalisateurs font souvent le travail des journalistes en révélant au public l’existence de ces problèmes.

Des consommateurs mieux informés

Driss El Yazami, de la FIDH, dit que l’exploitation des migrants n’est pas du seul ressort de l’Espagne. « Le Portugal, l’Italie, l’Allemagne, la Suisse, ont tous eu ces problèmes dans un passé récent et aujourd’hui ceux-ci se présentent en Afrique du Sud et le long de la frontière américano-mexicaine ».

Les panélistes étaient d’accord pour reconnaître que ces documentaires peuvent au moins éduquer les consommateurs à poser plus de questions sur les produits qu’ils achètent et peut-être même les boycotter.

« Nous ne pouvons pas faire grand’ chose d’autre », soupira François Héran, directeur de l’Institut national d’études démographiques, « qu’est-ce qui est mieux : pas de travail du tout ou un travail où tu te fais exploiter ? ». Les travailleurs des champs de El Ejido savent ce qu’ils répondraient.

La vie après les émeutes

Six ans après les brutales émeutes racistes du 5 - 7 février 2000 contre des travailleurs immigrés à El Ejido, la situation ne s’est toujours pas améliorée. Au contraire, selon le Sindacato de Obreros del Campo, il y a eu une réelle détérioration.

Presque rien n’a été fait pour réaliser les onze points de l’accord signé le 12 février entre les travailleurs immigrés, les associations d’employeurs et les syndicats - pas de programme de construction de vraies maisons, pas de respect des contrats collectifs, pas d’investigation sérieuse des émeutes. Les conditions de travail et de vie restent indécentes.

Le seul changement a eu lieu dans la composition des travailleurs. Au cours des dernières années, le nombre d’immigrés en provenance d’Afrique centrale et de l’Est a sensiblement augmenté."

Je viens de voir le documentaire jeudi dernier sur ARTE. C'est une honte, et c'est l'Europe qu'on a aujourd'hui!

22 mai 2007

Praias


Quando era puto, gostava muito de ir à praia. Hoje nem ponho lá os pés no verão. Certas vezes porém, sempre vou até à Costa Vicentina: não há gente aos montes, só alguns alemães ou italianos que gostam do sossego e do mar bravo.
É verdade que o turismo é a galinha dos ovos de ouro do Algarve, mas também contribuí para lixar a região, na sua orla marítima. Por outro lado, o interior e os seus habitantes foram esquecidos. Nada aproveitaram deste maná financeiro.
De qualquer forma, já lá vão 15 anos, já dizia com uns amigos que o Algarve seria o parque de lazer da Europa. Isto é, uma fonte de rendimentos única, como nos países subdesenvolvidos, que nos deixa dependentes do único turismo e das práticas económicas ultra-liberáis.

Mas no inverno, com poucos "camones" à vista, sabe tão bem ir à praia de Faro!

17 mai 2007


Todos juntos na greve geral de 30 de Maio é o título do número 17 do Participacção (boletim sobre temas do trabalho do Bloco de Esquerda), de Maio/Junho de 2007.

No boletim pode ainda ler artigos sobre: luta dos intermitentes do espectáculo; defesa do SNS; código do trabalho; reflexão sobre sindicalismo; eleições nas CT's; o PCP e a publicidade enganosa; mudar reforça-se como alternativa nos bancários do sul; Banco de Portugal, um bom exemplo da parte dos trabalhadores; as barbaridades na Quimonda; Bloco em luta nos vigilantes; trabalhadores em luta contra fecho de infantário de Barcelos.
Participação 17 - clique no link ou na imagem para aceder ao boletim em pdf

Sarkoland, retour vers le futur

France: le changement en marche


15 mai 2007

Stop OGM


ACÇÃO CONTRA CAMPO EXPERIMENTAL DE TRANSGÉNICOS 11 Maio 07

A Plataforma Transgénicos Fora organiza este Sábado, 12 de Maio, uma acção contra a aprovação de um campo de testes experimentais de transgénicos em Rio Maior. Com esta acção, a Plataforma pretende chamar a atenção para a responsabilidade do Ministério do Ambiente em revogar a decisão após terem sido apresentados dados que demonstram claramente a ilegalidade do processo de aprovação. O apoio da Plataforma à resistência local será visível através da presença da «Caravana dos Espantalhos».

O Instituto do Ambiente aprovou recentemente o cultivo experimental de transgénicos pela empresa Syngenta, baseando-se em documentos apresentados pela empresa que supostamente asseguravam a ausência de cultivos de milho num raio de 400 metros, evitando alguns riscos de contaminação. Mais tarde, a Plataforma verificou que a Syngenta omitiu informação (e que o Instituto do Ambiente acreditou nas informações da empresa sem as verificar), ao apresentar declarações de apenas dois proprietários de terrenos vizinhos, quando existem cinco proprietários nesse raio. Um dos proprietários já cultivou milho biológico e o Instituto do Ambiente já recebeu essa informação por escrito pela mão do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.

Na opinião de Gualter Baptista, porta-voz da Plataforma, “o Ministério do Ambiente tem agora a obrigação de revogar a aprovação do cultivo experimental de transgénicos, caso contrário será uma prova de que o Governo se está a colocar do lado de multinacionais mentirosas”.

A nível local, a oposição aos cultivos experimentais (e também comerciais) de transgénicos surgiu publicamente no dia 1 de Março, quando os autarcas de Rio Maior, Salvaterra de Magos e Alcochete se juntaram numa conferência de imprensa para declarar os seus municípios Zonas Livres de Transgénicos. “Ao autorizar o cultivo experimental de transgénicos em Rio Maior, o Governo recusa-se a respeitar as decisões autárquicas e das populações locais”, afirma Gualter Barbas Baptista.

A Plataforma Transgénicos Fora deslocará a sua Caravana dos Espantalhos a Rio Maior, após já ter visitado os municípios de Alcochete e Cadaval, onde trabalhou com crianças e jovens de escolas básicas e secundárias e onde foram hasteadas bandeiras de Zona Livre de Transgénicos pelos autarcas locais. Em Rio Maior junto ao campo proposto para a experimentação de transgénicos mais uma bandeira será hasteada, pela mão de um representante da Câmara Municipal de Rio Maior. A Caravana dos Espantalhos fará ainda uma acção, com contornos teatrais e boas oportunidades fotográficas, junto ao campo onde se pretende cultivar transgénicos experimentais.

Para mais informações: Gualter Baptista, 91 909 0807

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, Aliança para a Defesa do Mundo Rural Português; ATTAC, Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; LPN, Liga para a Protecção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente; QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza; e SALVA, Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.netEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, é necessário activar o Javascript par o poder ver. ou www.stopogm.net

Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos.

In Blocomotiva

The Yes Men


O colectivo Yes Men ficou conhecido por ter feito um site pouco oficial da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os Yes Men é a designação atrás da qual se escondem dois activistas norte-americanos, que dão pelo nome de Mike Bonanno e Andy Bichalbaum, que um belo dia resolveram colocar um pequeno grão de areia na globalização capitalista. A aventura começou em 1999, duas semanas antes da célebre cimeira do milénio da OMC que se realizou em Seattle, os dois militantes criaram um site falso em nome da cinzenta organização. Neste site levavam até às últimas consequências as políticas neoliberais da OMC. Propunham, entre outras coisas, o reaproveitamento “dos aspectos positivos da escravatura”, a venda de votos no mercado livre e a reciclagem de macdonalds comidos e defecados e posteriormente reutilizados e vendidos nos países pobres. Depois de instalado o site, receberam inúmeros convites para conferências e chegaram a ser convidados para representar a OMC em debates televisivos. O antigo director geral da OMC, Mike Moore qualificou a sua acção, como “deplorável”, e o Presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush (em reacção a um site feito pelos Yes Men, com o seu nome), garantiu literalmente o seguinte: “há limites, limites à, euhhh, à liberdade. Mas, bom, euhhh... Nós conhecemos perfeitamente a existência deste site, estes tipos são uns merdosos, é o que eles são. E claro que eu não gosto deles, vocês também não gostarão”. Para aqueles que não seguem o conselho de Bush, há um livro e um documentário publicados sobre os Yes Men que lhes permitem ajuizar se gostam ou não destes tipos.

Como fizeram os Yes Man

1. Compraram um domínio parecido com o da OMC
2. Fizeram o download do software livre Reamweaver
3. Este pequeno programa permite “sugar” todo o conteúdo de um site de internet e copiá-lo para o disco. Depois de fazerem as pequenas alterações ao ideário da OMC, os Yes Man colocaram este conteúdo no novo endereço. Este programa tem algumas funcionalidades interessantes, por exemplo permite alterar sistematicamente a palavra “comercio livre” por “exploração”, no texto original. 4. Colocaram o site na net
5. Referenciaram-no nos motores de busca.
6. Esperaram as reacções, os convites oficiais, etc...
In Blocomotiva