Un lieu de résistance à la marchandisation du monde et d'immenses saudades de l'Algarve
10 juin 2007
Música lusa
Sentier des Halles, c’est avec grand plaisir que j’ai accepté l’invitation
de mon ami Dan Inger pour assurer la première partie de son concert
Acoustique Au Belvédère :
Samedi 23 juin 2007 – 16h00
Un concert acoustique, ou je serais accompagné par mon complice guitariste
Dartone. Nous présenterons les chansons de mon répertoire sous une autre
facette plus intimiste et dépouillée et également quelques titres qui
figureront sur mon deuxième album en cours de préparation.
Guitare & Chant : Carlos MAR
Guitare : Dartone
Dan Inger
Le Quatrième, nouvel album de Dan Inger, est co-produit et co-écrit en
partie par la romancière Alice Machado et le journaliste Yann Lavoix
(France2 / RMC). Cet opus marque un retour à la chanson française, en
gardant toutefois un clin d'oeil aux origines de l'artiste.
Acoustique et intimiste, avec une base de quatre musiciens sans batterie
tel que sur scène, il a comme une dualité entre la sensualité chaude et
hautaine d'une brune latine, et le charme d'une blonde américaine, dont
le pied en talon aiguille marque sa présence sur le carrelage d'une
taverne de Lisbonne. Il sent le fer brûlant des cimetières de « Cadillac
» et la sueur sur un bandonéon, il a l'intimité d'un vieux piano sur des
chansons où on entend presque le ventilateur
au plafond. Il est comme la vie d'un homme, entre rires et larmes, entre
violons et violences.
Piano & Choeurs : Stéphane Lébé - Guitare & Choeurs : Red Mitchell - Basse
& Choeurs : Patrick Ara - Guitare & Chant : Dan
Au Belvédère 3 av. Jean-Jacques Rousseau
Champigny sur Marne - Tél. 01 48 80 54 89
www.carlosmar.com
www.myspace.com/1carlosmar
www.daninger.com
6 juin 2007
2 juin 2007
Dois poemas (de Tchalé Figueira)
Colunas calcinadas pelo incontrolável tempo
A necrófila hiena, o carnívoro leão,
Morte pelo entupimento das artérias coronárias
O coração é um músculo que bomba sangue; a grande
Maravilha do mundo. O cérebro laguna de átomos,
Genocídio alimento para chacais - Monte de cadáveres
Percorrem a inutilidade dos meus poemas
Sinto as minhas unhas conspurcadas pela terra
Dos coveiros - Saco de podridão lenta,
Soldado morto no ventre putrefacto
De um alazão com ligaduras embebidas em sangue
Carpindo nos olhos de uma gazela inocente,
Meia-noite navega na barca que atravessa o submundo
Canhões estilhaçando crianças em inocência
O planeta é obsceno e, uma mulher vítima
De sodomia de um batalhão de trogloditas,
Fermenta num laboratório de amarguras
Cérebros em obediência,
Tirania de abutres encharcados em sangue
Banqueteando minha poesia em flor
Nesta casa dermatológica do corpo
Artérias estatelando-se em rios de sangue
Felicidade de uma rua em fogo exonerando,
Termina a luz do luar na casa do peito
Fotões numa libélula, átomos de uma abelha
Favo de mel nos lábios frios da solitária
Paixão.
A morte passeia pela alameda do
Dia, a gangrena cospe nas feridas do mundo
Sedentário a passividade das palavras
Bisturi amputando pernas na lepra da rotina
Um tigre de papel no sem nexo da dialéctica
Múmias segredam sabedoria as almas perdidas
As cidades perdem-se no fumo da devastação
Transe cacofónico de tubarões submersos
Nas fezes de um profeta sem palavras
Depressiva é a variação de uma orquestra
No crânio de bestas felizes mastigando química
Prosac?!... É a salvação do cadáver ambulante!...
O mundo caminha chapinhando no coito
De um amanhecer fúnebre, gruta sombria
De um novo dia.
In Latitudes, avril 2007.
Motoqueiros
Bom, isto já passou, foi ontem e foi referido no Arremacho lá da Moita...(http://arremacho.blogspot.com), e só por causa dele falar da concentração do Moto Clube da Moita no 1° de Junho, "com passeio na Moita e almoçarada", eu ponho aqui uma foto dos gajos de Faro, tirada na praia de Faro no mês de Dezembro passado.
É só para fazer um pouco de pub. Eu não sou motoqueiro, mas com o corte de cabelo, os Jean's, o blusão de cabedal e as santiags, todos pensam que sou! Pudera eu ter o cacao para comprar uma Harley, e antes tirar a carta...
30 mai 2007
27 mai 2007
Convite
A pedido do cómico Mário Lino - entertainer de almoços e de convívios de autarcas do Oeste - estou a organizar, para um dos próximos sábados, um passeio ao Oásis Alcochete.
A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas - à Sé - de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.
O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"!
Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.
ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, M. I. Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que não se devem construir novas devemos aproveitar as que temos, enquanto estão de pé.
Conto convosco para esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!
MUITA ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir qualquer das seguintes palavras: diploma, curso, Independente, engenheiro, fax e inglês técnico.
PS - Lamento informar, mas só estão disponíveis dromedários (1 bossa). Segundo o humorista Mário Lino, os camelos andam por aí à solta...
Enviado por Alberto MATOS

