23 sept. 2007

A2 SUL

Dan Inger dans MySpace

Dan Inger est sur MySpace et t'invite à t'y inscrire aussi.

Message de Dan Inger :
Bonjour à tous
Je suis heureux de vous faire écouter deux extraits de mon nouvel album:Le Quatrième. A bientôt !?
Amicalement
Dan

Inscris-toi sur MySpace et tu seras automatiquement connecté à Dan Inger, ainsi qu'à tous les amis de Dan Inger.
Clique ici pour t'inscrire :
http://www1.myspace.com/reloc.cfm?c=2&id=80647F8C-C920-4034-A697-D73BF4379745


=================
Qu'est-ce que "MySpace"?

MySpace est un site de réseau social qui permet de
* rencontrer les ami(e)s de tes ami(e)s.
* créer un Espace Perso
* télécharger et Partager des Photos
* envoyer des Emails ainsi que des Messages Instantanés
* écrire des Blogs et Laisser des Commentaires

* Et c'est entièrement GRATUIT !

=================
Qui utilise MySpace ?

MySpace est pour tout le monde :
*Ceux qui veulent simplement communiquer sur le Net
*Les Musiciens/Artistes qui désirent publier leur musique
*Les familles qui veulent rester en contact
*Les Entrepreneurs qui désirent entretenir des relations de boulot
*Les Copains/Copines de Classe
*Ceux qui recherchent des ami(e) perdu(e)s de vue !

===================
Que dois-je faire ?

1. Clique sur le lien joint
2. Crée ton Espace Perso
3. Commence à communiquer avec tes ami(e)s ainsi que les ami(e)s de tes ami(e)s
4. Invite tes ami(e)s à joindre MySpace !

Alfarrobeira



Alfarrobeira velhinha, quantos anos terá?
É um lugar querido da minha infância, quando ainda não tinha deixado o Algarve, e onde nos íamos esconder, uma namoradinha e eu...

A água é do Povo!

A água é do povo!

Assisti ontem a um debate sobre os sistemas de abastecimento de água em alta, uma iniciativa da Câmara Municipal de Castro Verde que saúdo, com alguns senãos. O primeiro foi a hora escolhida: 3 da tarde de segunda-feira, o que afasta irremediavelmente a esmagadora maioria dos munícipes. Foi dito que o objectivo fundamental era o esclarecimento dos “decisores”, isto é, dos autarcas – o que constitui desde logo uma grave limitação, em matéria de tamanho interesse público.

Depois foi o formato adoptado: não propriamente um debate, antes uma palestra para ouvir os três oradores convidados: Francisco Manuel Pinto, representante da Audiplano; Marques Ferreira, ex-presidente da EDIA, agora em representação das Águas de Portugal; e Manuel Camacho, presidente da AMALGA – Associação de Municípios Alentejanos para a gestão do Ambiente – que integra nove municípios do Distrito de Beja e cuja candidatura ao sistema intermunicipal de abastecimento de água em alta foi chumbada em Bruxelas, no início de 2007.

Após a introdução, a cargo do presidente da CM de Castro Verde, Fernando Caeiros, os três ilustres palestrantes falaram durante cerca de três horas para uma audiência de 50 a 60 pessoas, em grande maioria autarcas dos diversos municípios envolvidos. Quando o debate se generalizou, a partir das 6 e meia da tarde, a plateia já estaria reduzida a metade, tendo os últimos resistentes aguentado até perto das 8 da noite. Até pela importância do tema, este é um formato totalmente desadequado para quem esteja interessado em fomentar a participação cidadã.

Sem a pretensão de fazer aqui o resumo de tanta oratória e, menos ainda, dos pormenores técnicos em que se perdeu demasiado tempo, destaco o sumo político das intervenções. Marques Ferreira salientou o domínio que as Águas de Portugal já têm sobre os sistemas de abastecimento em alta e saneamento de 205 municípios portugueses. Este monopólio, participado pela Direcção Geral do Tesouro e pela CGD, actua ao mesmo tempo como parceiro e árbitro, com todas as armas de sedução sobre os pequenos municípios, a quem pode ditar as regras do jogo. E gaba-se ainda de ser 100% público – por enquanto: Marques Ferreira só não conseguiu explicar a próxima entrada das Águas de Portugal na bolsa e a óbvia abertura aos capitais privados: as transnacionais disputam este sector, hoje em dia mais lucrativo do que o petróleo.

A Manuel Camacho coube o papel ingrato de justificar o insucesso da candidatura da AMALGA em Bruxelas e de tentar suster a deserção de mais municípios do sistema intermunicipal: Mértola e Ourique já estão a negociar com as Águas de Portugal; Almodôvar, Castro Verde e Barrancos hesitam mas exigem uma solução rápida, “no prazo máximo de um ou dois meses”, como frisou Fernando Caeiros. Ora a nova candidatura intermunicipal e o concurso público internacional para escolher um parceiro privado são coisa para muitos meses, sem sequer ter garantido financiamento comunitário. O tempo joga contra este projecto, demonstrando a inutilidade da cedência de 49% do capital das águas do Alentejo Sul a uma qualquer multinacional, em violação clara dos princípios de defesa da água pública e até da propaganda do partido maioritário na AMALGA, o PCP.

No final da palestra, no seguimento dos apelos de vários autarcas e das declarações de abertura ao diálogo por parte de Manuel Camacho e Marques Ferreira, ficou a pairar um possível acordo para-social entre a AMALGA e as Águas de Portugal, em torno de “uma solução técnica aceitável por ambas as partes”. Só que o problema essencial da gestão da água não é técnico mas sim político, como frisou Constantino Piçarra, do BE, e também o deputado do PCP, José Soeiro. O pragmatismo e a “pressa de encontrar uma solução” põem em causa a decisão democrática das populações que não foram ouvidas nem achadas, na última campanha eleitoral, sobre a questão da água.

Qualquer que seja o “cozinhado” a sair de eventuais negociações entre a AMALGA e as Águas de Portugal, é iminente o perigo de privatização da água – para já a distribuição em alta; amanhã, perante o aperto financeiro das autarquias, a distribuição em baixa, isto é, até às nossas torneiras, como já prevêem os estatutos das águas do Alentejo Sul. Depois de anos e anos de negociações de gabinete, é urgente dar a palavra aos cidadãos: poucas matérias justificam tanto um referendo local, pois a água é mesmo uma questão de vida ou de morte. E o título desta crónica não deriva de um súbito revivalismo do PREC. É hoje muito claro que só o povo pode defender a água pública.

Alberto Matos – Crónica semanal na Rádio Pax – 18/09/2007

Algarve et énergies renouvelables




Ces éoliennes ont été installées cet été au mois d'août (Pico Alto) près de la ville de SB Messines dans l'intérieur de la province de l'Algarve, au Portugal. C'est une démarche très intéressante, et même essentielle de nos jours, avec les problèmes que connaît notre vieille Terre... Mais on parle déjà de plaintes à venir de la part des habitants, car les éoliennes se situeraient trop près des maisons. et d'autre part, ce projet vise-t-il les "natives" ou bien est-ce une campagne de communication destinée aux touristes étrangers, principale source de revenus de l'Algarve? En effet, l'État portugais et les Communautés locales sont toujours plus prompts à agir en faveur des touristes plutôt que pour les "indigènes".

Et pendant ce temps-là, en France... Sarko et Kouchner parlent de faire la guerre à l'Iran... Vous avez dit DÉVELOPPEMENT DURABLE ?

Manière de voir

Manière de voir 95 OCTOBRE - NOVEMBRE 2007


LES DROITES AU POUVOIR

En vente en kiosque : 7 euros


___________ s o m m a i r e _________________


http://www.monde-diplomatique.fr/mav/95/


Numéro coordonné par Serge Halimi

* L'ère des restaurations.
Serge Halimi
http://www.monde-diplomatique.fr/mav/95/HALIMI/15182


I. SECONDE JEUNESSE DE LA VIEILLE DROITE

Pendant les trois décennies qui ont suivi la seconde
guerre mondiale, la vieille droite autoritaire a dû
ronger son frein. La disqualification des pratiques
répressives découlait de l'effondrement sanglant des
régimes fascistes ; de son côté, le libéralisme
économique paraissait avoir été blessé à mort par la
grande crise des années 1930. Assurés qu'il fallait,
hélas, que tout change pour que tout reste pareil, les
conservateurs s'accommodèrent alors du pouvoir des
syndicats, des politiques keynésiennes de régulation,
d'un secteur public en expansion, d'une religion
cantonnée aux affaires spirituelles et aux seules
consciences qu'elle maintenait encore sous son emprise.
Ils pestaient contre la tyrannie de la majorité et
contre les progrès du communisme dans le monde, mais
avec le sentiment un peu élégiaque de conduire un
combat d'arrière-garde.

Pourtant, le vieux feu couvait sous la cendre.
L'apparente hégémonie idéologique de la gauche, la
résignation des milieux d'affaires à une économie mixte
n'étaient que provisoires. La vieille droite n'avait
pas désarmé ; elle continuait, discrètement, à mener la
bataille des idées. Se présentant comme opposée à un
« politiquement correct » progressiste, elle
interrogeait, soupçonneuse : la démocratie n'a-t-elle
pas été trop loin ? La moralité traditionnelle
peut-elle impunément être remise en cause au risque de
voir le chaos s'installer dans les usines, dans les
familles,dans les rues ? Le clergé, la police et
l'armée ne constituent-ils pas d'utiles piliers de
l'ordre social ? Rien de très neuf en apparence.

Mais quand l'euphorie des « trente glorieuses »
commença à se dissiper, quand le chômage s'installa, on
se mit à prêter davantage d'attention aux propositions
d'antan, que les années de prospérité et de progrès
avaient disqualifiées. Parfois, comme au Chili, le
retour de bâton fut particulièrement brutal. La roue
avait tourné. Peu à peu, la droite en revint alors aux
principes qu'elle tenait sous le boisseau en attendant
des jours meilleurs. « Je suis un keynésien », avait
lancé le président républicain Richard Nixon en 1971.
Justement, c'était fini ; le consensus d'après-guerre
allait basculer avant que la décennie ne s'achève. Dix
ans plus tard, Ronald Reagan entrait à la Maison
Blanche. Ce vieux conservateur y personnifia la
jouvence de la nouvelle droite, mélange singulier de
morale religieuse puritaine et de capitalisme ivre de
débauches.

* De la révolution nationale à l'enthousiasme industriel.
Gilbert Comte

* Hantise du loup-garou communiste.
Claude Bourdet

* Quand la démocratie menaçait le capitalisme.
Claude Julien

* Les cléricaux au secours des libéraux.
Marie-France Toinet

* Dieu, la nation et l'armée, une sainte trinité.
Philip S. Golub

* Fiasco pour la gauche post-nationale américaine.
Todd Gitlin

* « Je ne me considère pas comme un néoconservateur.
J'ai toujours été conservateur. »
Samuel Huntington

* Maurras en Amérique latine.
Miguel Rojas-Mix

* Pologne parano.
Ignacio Ramonet

* Ces chômeurs, ces étrangers qui se prélassent...
Philippe Videlier

* Le discours orchestré contre l'égalité.
Christian de Brie



II. TECHNIQUES DE LA « RÉFORME »

Cherchant, en juillet 2007, à justifier l'idée d'un
financement de la protection sociale par des impôts sur
la consommation, lesquels pénalisent
proportionnellement davantage les revenus modestes, un
conseiller du président Nicolas Sarkozy a expliqué :
« Chacun doit avoir l'honnêteté de reconnaître que, si
l'on taxe le capital ou le travail, ils s'en vont, et
que la taxation de la consommation peut être une partie
de la solution pour faire face au dumping fiscal et
social de certains pays. »

Il était difficile de décrire le corridor des
« réformes » libérales de façon plus pédagogique. Des
décisions politiques, nationales ou internationales
(européennes par exemple), ont favorisé la mobilité du
capital ; ensuite, au nom des effets prévisibles — et
prévus — de cette « libération », les gouvernements se
sont trouvés « contraints » de hâter le pas sur la même
voie, de remettre en cause chacun des piliers de l'Etat
social, dont la fiscalité progressive. Un « effet de
cliquet » interdit tout retour en arrière.

Un tel voyage sans retour exige souvent pour condition
préalable que les éventuels foyers de résistance aux
« réformes », les syndicats par exemple, soient affaiblis
ou défaits lors de grandes batailles. Comme celle qui,
en 1984-1985, opposa Mme Margaret Thatcher aux mineurs
britanniques.

La nouvelle droite se voulant révolutionnaire, chacune
des résistances à ses politiques se voit assimilée à ce
que Milton Friedman qualifiait de « tyrannie du statu
quo. » Pour s'en dégager, il faut tout chambouler au
plus vite, tirer le meilleur parti de la victoire et du
désarroi de l'adversaire. Un des architectes de la
révolution libérale néo-zélandaise conseilla à ses
amis : « N'essayez pas d'avancer pas à pas. Définissez
clairement vos objectifs et rapprochez-vous-en par
grands bonds qualitatifs. Une fois le programme de
réformes mis en œuvre, ne vous arrêtez qu'après l'avoir
mené à terme : le feu de vos adversaires est moins
précis quand il doit viser une cible qui ne cesse de
bouger. » Restriction du droit de grève, autonomie des
universités, baisse des impêts directs, remise en cause
des contrats de travail, durcissement pénal : les
débuts de la présidence Sarkozy s'inspirent-ils de ces
« grands bonds qualitatifs » ?

* Les vieilles idées des « nouveaux » économistes.
Denis Clerc

* Et le patronat a créé la flexibilité...
Danièle Linhart

* La longue grève des mineurs anglais.
Maurice Lemoine

* De l'art d'ignorer les pauvres.
John Kenneth Galbraith

* Pris dans l'étau des privatisations. (S. H.)

* La Poste saisie par le commerce.
Gilles Balbastre

* L'impôt vu de droite.
C. de B.

* L'envers du miracle économique américain.
Thomas Frank et David Mulcahey



________________________________________________

« PROPAGANDE IMPÉRIALE
& GUERRE FINANCIÈRE
CONTRE LE TERRORISME »

Un livre d'Ibrahim Warde

Ce livre ne montre pas seulement la
manière dont, pour occulter toute relation
entre terrorisme et politique étrangère,
l'administration américaine s'est prise à sa
propre propagande, il dévoile les
contradictions entre la libéralisation prônée
à marche forcée dans les années 1990 et le
contrôle financier tentaculaire que les
Etats-Unis désormais mettent en place, non
sans résistance, presque partout dans le
monde. Quand l'« ignorance informée » est
devenue la norme de l'expertise, la finance
est bien la poursuite de la guerre par
d'autres moyens. Mais une guerre contre qui ?

Une co-édition Agone / Le Monde diplomatique

http://www.monde-diplomatique.fr/livre/warde/

________________________________________________



III. LA CULTURE À LA RESCOUSSE

« Réussir », « Tais-toi et achète », « Le classement
des hôpitaux, des écoles », « Ambition », « En avoir
pour son argent », « Combien ça coûte ? » : il n'est
pas difficile de rattacher la transformation
individualiste de la société, l'« univers impitoyable »
du chacun pour soi, et l'orientation dominante des
grands médias. La concentration des moyens de
communication entre les mains de quelques grands
groupes a « spontanément » accompagné et raffermi la
privatisation des moyens de production ; la connivence
entre les propriétaires des multinationales de
l'information ou du divertissement et les responsables
politiques a rendu plus avenant le chemin de croix des
« réformes ».

Modifier les comportements pour ne privilégier d'autres
collectifs que ceux des spectateurs et des
consommateurs, d'autre sentiment généreux que celui de
la compassion ou de la charité constitua un travail de
longue haleine. La percée de M.Silvio Berlusconi en
Italie ne s'imagine pas sans cette fabrication d'une
communauté joviale et dépolitisée. Ne peut-on pas en
dire autant de la victoire de M. Nicolas Sarkozy en
France (à qui l'appui des grands médias privés ne fit
jamais défaut) ou de la réélection de M. George W.Bush
aux Etats-Unis, qu'appuyèrent les chaînes et les
journaux de M. Rupert Murdoch ?

D'autres facteurs ont joué, assurément, mais qui dira
l'impact politique à long terme de ces programmes qui
effacèrent les collectifs ouvriers pour leur substituer
tantôt des « entrepreneurs » dynamiques, tantôt des
« exclus » pathétiques interdits d'avenir et d'histoire,
pressés de dévoiler leur intimité ? Le tout dans un
tohu-bohu d'animateurs-producteurs cyniques et
méprisants, de sportifs exilés (fiscalement) en Suisse
ou en Belgique, de journalistes, d'intellectuels
narcissiques issus de la gauche et qui, apparemment,
avaient avec elle et ses idéaux un compte à régler.

A moins que ces derniers aient tout simplement, eux
aussi, apprécié avec justesse le nouvel état du marché,
la fusion consommée entre émission littéraire et
entreprise de téléachat, programme culturel et
promotion d'un mécène. Mais la culture pouvait-elle
demeurer épargnée par les secousses telluriques qui
bousculaient — et qui bousculent — la société dans son
ensemble ? Elles ne délaissent jamais longtemps ses
représentations ni son imaginaire.

* Des médias et du retour aux normes.
Pierre Dommergues

* Italie, la traversée du « Cavaliere ».
Pierre Musso et Guy Pineau

* La télé parle enfin de moi !
Ignacio Ramonet

* Sacrées séries de l'ère Reagan. (S. H.)

* Le monde du travail interdit d'écran.
G. B. et Joëlle Stechel

* « Vive la crise ! », leçon de soumission.
Pierre Rimbert

* Chercheur-militant, puis expert mercenaire.
Jean-Pierre Garnier

* La dernière frontière du libéralisme.
Frédéric Lordon



Biographies

* Adolphe Thiers. L'antisocialiste sanglant (O. P.)
* Antoine Pinay. L'ami des rentiers (O. P.)
* Barry Goldwater. Le « perdant » victorieux (S. H.)
* Sir Keith Joseph. L'intellectuel du thatchérisme
(Keith Dixon)
* William Buckley. Un maccarthyste érudit (S. H.)
* José Maria Aznar. Autoritaire et proaméricain
(Manuel S. Jardi)

Des fictions très politiques

Jonathan Coe, « Testament à l'anglaise ».
En un royaume avili (Jacques Decornoy)

Costa-Gavras, « Le Couperet ».
Un conte amoral (I. R.)

Le renouveau du cinéma britannique.
Des regards acides et tendres (Gareth McFeely)

Laurent Cantet, « Ressources humaines ».
Deux générations (S. H.)

Tom Wolfe, « Le Bûcher des vanités ».
Dans le ventre de New York (Bernard Cassen)

René-Victor Pilhes, « La Médiatrice ».
Chronique d'une époque horrifique (Alain Gresh)



Documentation

Olivier Pironet

* Chronologies
* Les années Reagan
* Les années Thatcher
* Les années Berlusconi

* Essais
* Sur la Toile


Iconographie

Sauf mention contraire, toutes les photographies de
ce numéro sont de Martin Parr, de l'agence Magnum.


Retrouvez toute la collection de « Manière de voir » :
http://www.monde-diplomatique.fr/mav/

Les anciens numéros sont désormais en vente sur notre
boutique en ligne :
http://boutique.monde-diplomatique.fr/


________________________________________________


Nous contacter :

- Pour toute requête concernant votre abonnement
au journal : abo@lemonde.fr

- A propos des commandes passées sur notre boutique
en ligne ( http://boutique.monde-diplomatique.fr ) :
boutique@monde-diplomatique.fr

Poetas algarvios


Crónicas da nossa heróica emigração




Chego ao Bar-restaurante português onde costumo beber um copo ou jantar desde muitos anos. Peço um whisky a um dos patrões que até é francês. Está a falar em francês com um gajo bêbado, e depois vai para a sala. O homem dirige-se a mim nestes termos:
- Não gosto de gajos com brincos!
- Isso é contigo!
- Tu és feio!
- Tu também!
O gajo bêbado afinal é português e tenta agarrar-me pelo pescoço; eu defendo-me e vou buscar o patrão. Digo-lhe que não pode deixar agredir os clientes pelos bêbados.
O gajo não faz nada, tem medo e mete-se atrás do balcão.
Eu vou-me embora, depois de ter sido novamente agredido.

Sexta à noite depois do programa que faço na radio associativa portuguesa local:

- Álvaro, eu já não vou àquela chungaria, aquilo tornou-se numa pocilga para bêbados vindos das brenhas...
- Bem, aquilo não será sempre igual!

Finalmente, vou até lá.

Passa-se tudo sem azar até beber o café ao balcão depois de jantar. O gajo da outra vez está ali.
Um pequeno dá um muro no balcão e o patrão francês zanga-se ligeiramente.

Eu digo: " Epa! é preciso respeitar o patrão e os clientes!

O homem estava bêbado, eu conheço-o.
Mas é o gajo da outra vez que começa a fazer barulho, dá-me um pontapé nas partes e fico lixado. Dois familiares do mesmo senhor, acompanhados por um amigo, ameaçam-me de morte dizendo que ofendi a família deles e vão-se embora prometendo tratar da minha saúde ulteriormente.
É esta, a gente do meu país que eu encontro aqui em França!