17 nov. 2007

saudades do Alentejo


Mourão. O restaurante "Adega velha" é um lugar de puro prazer cujo endereço não se pode dar a ninguém!
Aqui é o castelo, que podia ser melhor aproveitado. Mas estas terras são de gente pobre (mas digna!)
O Alentejo sempre foi esquecido, este Governo não escapa à regra!

Esquerda europeia

Debate internacional em Lisboa

Sábado às 16h há transmissão em directo do debate da esquerda europeia (http://www.esquerda.net).

16-Nov-2007
Veja aqui a transmissão em directo a partir das 16hAlain Krivine (LCR francesa) e Alex Callinnicos (SWP inglês) são os convidados internacionais para o debate sobre os novos caminhos da esquerda socialista europeia, que se realiza em Almada e será transmitido em directo aqui no esquerda.net. Francisco Louçã e Mariana Aiveca também participam no debate que encerra a Conferência das Esquerdas Anticapitalistas Europeias.

Para além destas duas figuras de referência da esquerda anticapitalista na Inglaterra e França, o encontro de movimentos políticos que o Bloco de Esquerda recebe este sábado junta outros dirigentes da esquerda europeia.

Dois dos participantes acabam de sair de processos eleitorais. É o caso de Soren Sondergaard, eurodeputado e dirigente da Aliança Verde e Vermelha dinamarquesa, que conquistou quatro lugares no parlamento nas eleições de terça feira. Outro dos convidados será Giorgos Karatsioubanis, dirigente do Synaspismos, cuja aliança eleitoral conseguiu 14 deputados nas eleições de Setembro.

A Conferência terá lugar na Pousada de Juventude de Almada e o debate público tem início às 16h deste sábado.

11 nov. 2007

Précarité



In Charlie Hebdo

Vergonhoso: Professores das AEC não recebem!

As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita».
Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.
A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.
O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias.
Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano.
Que vergonha!!!

In www.cegueiralusa.com

Pobreza


"E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infância, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?"

Almeida Garrett - citação in Levantado do chão, de José Saramago

10 nov. 2007

Appel aux Parlementaires européens

Non à la directive de la honte !
Appel aux parlementaires européens

Le 29 novembre, un projet de directive sur la rétention et l'expulsion des personnes étrangères sera soumis au Parlement européen.

Depuis 1990, la politique européenne conduite par les gouvernements en matière d'immigration et d'asile s'est traduite par une réduction continue des garanties et des protections fondamentales des personnes. L'Europe se transforme en une forteresse cadenassée et met en oeuvre des moyens démesurés pour empêcher l'accès à son territoire et expulser les sans-papiers.

Le projet de directive, s'il était adopté, constituerait une nouvelle régression.
En prévoyant une rétention pouvant atteindre 18 mois pour des personnes dont le seul délit est de vouloir vivre en Europe, il porte en lui une logique inhumaine : la généralisation d'une politique d'enfermement des personnes étrangères qui pourrait ainsi devenir le mode normal de gestion des populations migrantes.
En instaurant une interdiction pour 5 ans de revenir en Europe pour toutes les personnes renvoyées, ce projet de directive stigmatise les sans-papiers et les transforme en délinquants à exclure.

Le projet de directive qui sera présenté au Parlement est le premier dans ce domaine qui fasse l'objet d'une procédure de co-décision avec le Conseil des ministres. Le Parlement a donc enfin la possibilité de mettre un terme à cette politique régressive qui va à l'encontre des valeurs humanistes qui sont à la base du projet européen et qui lui donnent sens.

Les parlementaires européens ont aujourd'hui une responsabilité historique : réagir pour ne pas laisser retomber l'Europe dans les heures sombres de la ségrégation entre nationaux et indésirables par la systématisation des camps et de l'éloignement forcé.
Nous appelons les parlementaires européens à prendre leurs responsabilités et à rejeter ce projet.



Pétition à signer en ligne : http://www.directivedelahonte.org/


Premiers signataires

European organizations
Migreurop
AEDH - Association Européenne pour la défense des Droits de l'Homme

Belgium
CIRE - Coordination et Initiatives pour et avec les Réfugiés et Étrangers
LDH - Ligue des Droits de l'Homme


France
Anafé - Association nationale d'assistance aux frontières pour les étrangers
ATMF - Association des Travailleurs Maghrébins de France
Cimade - Service oecuménique d'entraide
Gisti - Groupe d'information et de soutien des immigrés
IPAM - Initiatives Pour un Autre Monde

LDH - Ligue des droits de l'Homme

Germany
Pro Asyl


Italy
ARCI - Associazione Ricreativa e Culturale Italiana

Spain
APDHA - Asociación Pro-Derechos Humanos de Andalucía

United Kingdom
NCADC - National Coalition of Anti-Deportation Campaigns
Statewatch

UDC, l'extrême-droite raciste et xénophobe au pouvoir en Suisse


Companheiros:

Vejam como a xenofobia está a crescer na Suíça. Insultam a comunidade portuguesa, ainda por cima a pretexto do 25 de Abril ter "destruiu as elites" que para lá emigravam - só se fossem os lavadores de dinheiro!!!

Vá lá que os directores escolares pediram desculpas...

Anexo dois mails que me foram enviados pelo camarada Fernando Batista, de França e que é natural de Sines.

Se puderem, espalhem estes mails e protestem contra a xenófobia em crescendo na Suíça e não só...

Abraços

Alberto Matos


COMUNIDADE PORTUGUESA É INJURIADA E VEXADA PELAS AUTORIDADES ESCOLARES SUÍÇAS
29/10/2007

CONSELHO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
Manuel de Melo e António Dias Ferreira
Conselheiros eleitos pelo círculo eleitoral da Suíça

Comunicado de imprensa

Comunidade portuguesa é injuriada e vexada pelas autoridades escolares suíças

Em nota de informação enviada aos serviços escolares cantonais, datada de 11.09.2007 e à qual apenas agora tivemos acesso, a CDIP – o organismo que coordena os serviços da instrução pública na Suíça, tece considerações altamente injuriosas e vexatórias para os milhares de portugueses residentes na Confederação Helvética.

O referido documento foi elaborado no âmbito da visita que António Braga, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas efectuou ao país, e serviu de pano de fundo para a análise da situação e tomada de conclusões acerca do insucesso escolar dos alunos portugueses na Suíça, durante o encontro que teve lugar no dia 12 de Julho de 2007, entre o secretário de Estado português e a Sra. Isabelle Chassot, presidente da CDIP.

Depois de reconhecer que os resultados escolares dos alunos portugueses na Suíça são os mais baixos dentre as comunidades de migrantes que vivem no país e que os portugueses têm uma representação excessiva nas classes especializadas, e que raramente acedem a uma formação pós-obrigatória, a CDIP aponta três razões essenciais que explicam a situação, entre as quais a de que «a comunidade portuguesa na Suíça é uma comunidade “sem cabeça”, isto é, esta comunidade não dispõe de nenhuma elite na Suíça que lhe possa servir de modelo; esta situação explica-se em virtude das perturbações políticas que Portugal conheceu após a Revolução dos Cravos (1974): depois da democratização do país, a maioria dos quadros e dos intelectuais portugueses que residiam na Suíça e que aí tinham feito os seus estudos, regressaram ao seu país; daí em diante apenas as famílias de origem modesta se fixaram na Suíça».

Mas a gravidade da situação não se fica por aqui. Na acta final do encontro entre as duas delegações, sendo a delegação portuguesa chefiada por António Braga, atribui-se única e exclusivamente à comunidade portuguesa a responsabilidade da situação, nomeadamente a «origem sócio-cultural modesta das famílias» e as «dificuldades destas em compreender a complexidade do sistema escolar suíço e de reagir em consequência face aos problemas», ao que acresce ainda a «ausência de “modelo” para a comunidade portuguesa (isto é, na hora actual, não existe mais na Suíça, personalidades portuguesas que tenham um papel de modelos para os jovens desta comunidade». No mesmo documento pode ainda ler-se que «convém assinalar, em particular, a abertura da delegação portuguesa quanto às causas que estão na origem dos problemas escolares encontrados pelos alunos portugueses na Suíça».

Ora, não foram essas as conclusões que António Braga transmitiu aos conselheiros do CCP na Suíça, no encontro que realizou com os mesmos na Embaixada de Portugal em Berna, após a sua visita à Suíça.

Para lá das apreciações insultuosas e humilhantes para com a comunidade portuguesa, a CDIP, de forma leviana – a sua análise não está sustentada em qualquer estudo sério elaborado para o efeito – tira conclusões escabrosas que revelam apenas um desrespeito profundo pela comunidade lusa, além de demonstrar um desconhecimento absoluto daquilo que representa hoje a comunidade portuguesa na Suíça, onde se destacam professores universitários, médicos, políticos, sindicalistas, empregados bancários, quadros superiores em muitas empresas, destacados empresários, etc.

Em nome da honrosa massa de trabalhadores portugueses, que está entre as que mais têm contribuído para o desenvolvimento económico e social da Suíça, repudiamos os insultos e o enxovalho à comunidade por parte da CDIP, e exigimos à senhora Isabelle Chassot, enquanto presidente desse órgão, que apresente um pedido formal de desculpas à comunidade portuguesa na Suíça.

Exigimos igualmente ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga e ao embaixador de Portugal na Suíça, Eurico de Paes, um esclarecimento cabal sobre tudo o que se passou entre as delegações portuguesa e suíça, e se as conclusões assumidas foram efectivamente aquelas que a CDPI levou à acta que elaborou da referida reunião.

Apelamos também à mobilização e solidariedade de todos os líderes e membros da comunidade portuguesa na Suíça, contra este ataque grosseiro à nossa comunidade, e solicitamos desde já a todos os emigrantes portugueses, que boicotem quaisquer iniciativas a realizar pela CDIP e pela Embaixada de Portugal em Berna, a começar já pela recepção que o embaixador português vai oferecer no dia 30 deste mês, aos professores portugueses na Suíça, e que apenas pretende servir para os envolver nesta farsa ignóbil e repugnante.

Por último, pedimos a todos aqueles que tenham acesso à Internet, que enviem mensagens de protesto e repúdio para os endereços electrónicos dos seguintes responsáveis:

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas – António Braga

Embaixador de Portugal na Suíça – Eurico Paes

Presidente da CDIP Isabelle Chassot

Genebra/Sion, 29 de Outubro de 2007.

Contactos:
Manuel de Melo (Genève)
- Tel. +41 (0)79 621 24 88
- E-mail

A. Dias Ferreira (Sion)
- Tel. +41 (0)27 203 36 81
- E-mail

************************
Noticia difundida no site "luso.fr"

Abraço
Fernando Batista

A CONFERÊNCIA SUÍÇA DOS DIRECTORES CANTONAIS DE INSTRUÇÃO PÚBLICA APRESENTA DESCULPAS À COMUNIDADE PORTUGUESA




02/11/2007

NOTA INFORMATIVA

Em resposta ao abaixo-assinado subscrito por dezenas de portugueses, e através de uma nota que reproduzimos a seguir, assinada pelo seu Secretário-Geral, Hans Ambühl, a Conferência suíça dos Directores cantonais de Instrução Pública (CDIP) apresenta formalmente desculpas à comunidade portuguesa e compromete-se a prosseguir activamente a cooperação construtiva com as autoridades portuguesas, nomeadamente com a embaixada de Portugal em Berna, no que respeita à escolarização das crianças portuguesas.

Por agora, e porque o que está em causa são os legítimos direitos e interesses das crianças portuguesas, aceitamos as desculpas da CDIP, sem contudo deixarmos de considerar que as suas alegações estão escudadas em desculpas bacocas, especialmente no calino «documento interno» pois, mesmo a «nível interno» nada justifica o procedimento da CDIP.

Mas se o procedimento da CDIP não é recomendável, a postura das autoridades portuguesas, nomeadamente do Embaixador de Portugal na Suíça, Eurico de Paes, não lhe fica atrás. O mínimo que se esperaria da parte do embaixador de Portugal em Berna – depois de toda a comunidade lusa ter sido vexada e enxovalhada pela CDIP – era que o mesmo manifestasse publicamente a sua solidariedade para com a comunidade lusa e solicitasse de imediato às autoridades helvéticas um pedido formal de desculpas. Pelo contrário, o embaixador preferiu atacar cobardemente os conselheiros que denunciaram a situação, dirigindo-lhes uma missiva acusando-os de mediatismo. Ora, o embaixador português não só não cumpriu o seu dever, como também votou toda a comunidade portuguesa a um desprezo absoluto.

Esperando que tal não se repita no futuro, aconselhamos o embaixador de Portugal na Suíça a adoptar uma atitude mais responsável e a assumir a defesa dos verdadeiros interesses dos emigrantes portugueses. É para isso que servem os embaixadores.

No que respeita ao problema concreto, que é o insucesso escolar dos alunos portugueses na Suíça e o elevado número de crianças lusas em “Classes Especiais”, continuamos a exigir às autoridade suíças e portuguesas, uma maior intervenção de ambas as partes na procura de soluções que conduzam a uma melhoria dos coeficientes de aproveitamento escolar das crianças portuguesas.

Continuamos a aguardar que seja constituído o grupo de trabalho luso-suíço para acompanhar esta problemática, e que seja feito o levantamento rigoroso de todas as crianças portuguesas que frequentam o ensino espacial suíço e sejam fornecidas as cadernetas escolares das mesmas, tal como foi prometido há quase quatro meses pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, e pelo embaixador de Portugal em Berna.

Por último, agradecemos a todos os nossos compatriotas que nos têm apoiado nesta luta em defesa das nossas crianças e jovens, e apelamos a todos para que se mantenham vigilantes, pois não podemos ficar à espera do poder político que, por vezes, é moroso e talvez desinteressado.

Genebra/Sion, 2 de Novembro de 2007.

MANUEL DE MELO e ANTÓNIO DIAS FERREIRA
Conselheiros da Comunidade Portuguesa

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Mesdames, Messieurs,

La Présidente de la Conférence suisse des directeurs cantonaux de l'instruction publique (CDIP), Mme la Conseillère d'Etat Isabelle Chassot, a bien reçu votre message et nous a priés de bien vouloir vous apporter les éléments de réponse nécessaires.

Nous comprenons pleinement l'émotion et les sentiments que vous avez pu ressentir à la lecture du communiqué de presse publié par MM. Manuel de Melo et Antonio Dias Ferreira. Nous partageons d'autant plus cette émotion que les propos relatés dans ce communiqué ne correspondent en rien à une prise de position de la CDIP et encore moins à une déclaration de la Présidente de notre Conférence.

Pour votre information, les propos relatés dans le communiqué de presse en question proviennent de la diffusion non autorisée d'un document interne du Secrétariat général de la CDIP reflétant non pas l'évaluation de notre Conférence, mais seulement l'appréciation personnelle de l'un de nos collaborateurs. Néanmoins, nous tenons à vous présenter toutes nos excuses pour les propos non différenciés et sans nuance, contenus dans ce document, au sujet des facteurs explicatifs de l'échec scolaire de certains enfants portugais en Suisse.

La CDIP tient enfin à vous assurer qu'elle poursuivra activement la coopération constructive établie avec les autorités portugaises, en particulier avec l'ambassade de ce pays à Berne, en ce qui concerne la scolarisation des enfants portugais en Suisse.

En vous réitérant nos regrets pour ces propos qui ont pu vous blesser et en restant à votre disposition pour tout renseignement complémentaire, nous vous adressons, Mesdames, Messieurs, nos meilleures salutations.

Conférence suisse des directeurs cantonaux de l'instruction publique

Hans Ambühl
Secrétaire général

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Les soussigné-e-s ont été choqué-e-s par la façon dont les documents de la Conférence suisse des directeurs cantonaux de l'instruction publique (CDIP) ci-joints ont été rédigés. Ces textes sont injurieux et inexacts.

C'est un vrai manque de respect envers une communauté qui est attachée à la Suisse, qui s'y est bien intégrée et qui se préoccupe de l'avenir de ses enfants. Ce sont en effet les membres de la communauté portugaise qui ont été à plusieurs reprises à l'origine d'une demande de concertation entre les autorités portugaises et les autorités suisses sur la situation de leurs enfants dans le système scolaire suisse!

Les représentants de la communauté portugaise en Suisse ne partagent pas les définitions des causes des problèmes de scolarité des jeunes portugais telles que décrites dans les documents de la CDIP. De même, ils s'étonnent du manque de propositions concrètes pour résoudre le problème des élèves.
Enfin, la communauté portugaise, très fière des nombreux travailleurs portugais qui ont beaucoup contribué au développement économique et social de la Suisse, informe les responsables de la CDIP que leur communauté compte aujourd'hui de nombreux professeurs universitaires, cadres supérieurs, entrepreneurs, médecins, syndicalistes, politiciens, etc. Elle souhaite recevoir des excuses de la part de la CDIP et voir des mesures concrètes pour résoudre les problèmes de ses jeunes se mettre en place.

Signataires

3 nov. 2007

Crónica de Alberto Matos

Município menos participado

Há pouco mais de um ano, em crónica neste mesmo espaço, fiz questão de saudar a Câmara de Beja por ter lançado a iniciativa “Município Participado”, no cumprimento do programa eleitoral da CDU – neste ponto convergente com o programa que, em nome do BE, apresentámos às cidadãs e aos cidadãos do nosso concelho. Esta postura veio romper com a do anterior executivo CDU que respondia com “um silêncio ensurdecedor” sempre que alguém falava em orçamento participado.

Sendo a primeira experiência, todos temos muito a aprender nesta caminhada de aprofundamento da democracia participativa. O ano passado questionou-se o carácter demasiado genérico do inquérito que devia ter sido enviado a todos os domicílios, junto com o Boletim Municipal; mas, pelos vistos, houve uma falha da empresa encarregada da distribuição e o número de inquéritos recolhidos pouco ultrapassou os mil. Apesar de tudo, é um número com significado estatístico, pelo que continuamos a aguardar a divulgação e interpretação dos dados, a partir dos quais será possível extrair conclusões que ajudem a delinear as prioridades do município e até para reformular futuros inquéritos.

Há um ano considerei que começar em Setembro era tarde, pois a proposta final de orçamento foi às sessões de Câmara e Assembleia Municipal, no final de Novembro. E sugeri que, de futuro, este processo se iniciasse em Abril ou Maio, de forma a permitir duas rondas de reuniões: uma primeira em que o executivo apresentasse as várias opções em jogo, face às previsões financeiras; e uma segunda, já depois de recolhidas as sugestões e propostas das várias assembleias populares, em que será discutida uma versão aproximada da proposta final de orçamento, submetendo-a à opinião e à crítica públicas. A decisão final caberá sempre aos eleitos, que por ela assumem a responsabilidade política. Mas, assim, o orçamento e o plano de actividades serão muito mais ricos e concretos.

Passado um ano, o mínimo que posso dizer é que evolução foi decepcionante. Em vez de antecipar o processo, as reuniões só começaram em Outubro – na Assembleia Municipal de 24 de Setembro tive oportunidade de manifestar estranheza pelo atraso e pela falta de informação. Em termos de participação houve um recuo, logo a partir da primeira reunião que, tal como em 2006, decorreu em Baleizão. Nas freguesias rurais a quebra foi menos nítida, pois a presença do Presidente e dos vereadores é sempre motivo de atracção e para apresentar reclamações. Mas o formato assemelha-se a “um comício” da maioria CDU, agora alargada ao vereador “conquistado” ao PS, sobretudo por culpa dos vereadores da oposição que primam pela ausência a estas sessões públicas.

Na cidade, em vez das quatro reuniões por freguesias que, em 2006, registaram 86 presenças, este ano optou-se por duas sessões temáticas, a 17 e 19 de Outubro. A primeira, no ginásio da Escola do Salvador, contou com 15 pessoas, para além dos vereadores, técnicos da autarquia e presidentes das Juntas de Freguesia urbanas. Os técnicos começaram por apresentar, o melhor que puderam, os projectos do município que aguardam financiamento do QREN 2007-2013. Depois foram colocadas perguntas ao executivo, mas o clima esteve frio… por falta de calor humano!

Dois dias depois, ainda pior: se em 2006 o salão da Cooperativa “Lar para Todos” estava composto, este ano registou 11 presenças. Foram finalmente apresentadas algumas conclusões do inquérito de 2006 e as respostas da Câmara deu às prioridades apontadas pelos munícipes: arruamentos, arranjos paisagísticos e recolha de resíduos sólidos, com a componente cada vez maior da reciclagem. Pena que esta apresentação não fosse bem divulgada, o que ajudaria a interessar as pessoas: na cidade quase ninguém soube da realização destas duas sessões. E se os meios próprios (ou contratados) de divulgação da Câmara são inoperantes, bastaria um simples mailing dos Correios!

Perante esta realidade, não aceitemos conclusões conformistas como “as pessoas não querem saber nem participar”, visando passar a certidão de óbito a um processo que, em Beja, acabou de nascer. De imediato urge apresentar as conclusões do inquérito de 2006, antes de distribuir o inquérito de 2007 a todos os domicílios do concelho – pois os que foram divulgados (e respondidos) a partir das sessões são em número diminuto. E, nos primeiros meses de 2008, é preciso que os eleitos locais se empenhem na convocação e divulgação destas sessões e sejam capazes de ouvir as populações. Até prova em contrário, continuo a acreditar nas palavras do presidente da Câmara, Francisco Santos: “as pessoas têm uma noção das prioridades, dos problemas e das soluções que, por vezes, nem nos passava pela cabeça”.

O município participado não é, nem pode ser, exclusivo de nenhum partido.


Alberto Matos – Crónica semanal na Rádio Pax – 23/10/2007

Citoyenneté

Élections Municipales 2008 :
Campagne de citoyenneté auprès des européens.

Élections Municipales 2008

1. Constats :

1. En France

Le nombre de ressortissants européens inscrits sur les listes complémentaires des mairies pour les élections municipales et européennes est très faible :

Nous allons prendre la communauté portugaise comme exemple car :

* c’est la plus présente en France
* c’est celle dont nous avons les chiffres les plus récents
* Notre réseau se compose de 850 associations, 35 radios locales, 3 TV, 15 consulats.

63 374 personnes sur les 472 320 portugais « mononationaux » en France sont inscrits sur les listes complémentaires, ce qui représente 13.4 % des ressortissants portugais.

Lors des dernières élections municipales en 2001, sur les 991 ressortissants européens candidats, 389 étaient des ressortissants portugais. Sur les 204 ressortissants européens élus, 83 étaient des mononationaux portugais.Les départements comptant le plus de ressortissants portugais inscrits sur les listes complémentaires :
1. 94 -Le Val de Marne (5 481 inscrits)
2. 92 -Les Hauts de Seine (4 495)
3. 91 -L’Essonne (4 393)
4. 93 -La Seine Saint Denis (4 271)
5. 78 -Les Yvelines (4 165)
6. 77 -La Seine et Marne (3 713)
7. 75 -Paris (3 096)
8. 95 -Le Val d’Oise (3 091)
9. 63 -Le Puy de Dôme (2 492)
10. 59 -Le Nord (1 872)

Les départements avec le plus d’élus portugais sont :
1. 77 -la Seine et Marne (40 élus)
2. 91 -l’Essonne (39)
3. 78 -les Yvelines (28)
4. 95 -le Val d’Oise (24)
5. 94 -le Val de Marne (22)
6. 93 -la Seine Saint Denis (14)
7. 45 -le Loiret (12)
8. 92 -les Hauts de Seine (11)
9. 63 -63 -le Puy de Dôme (9)
10. 79 -les Deux-Sèvres et 59 -le Nord (8)


2. L'exemple de Paris

113 250 : Électeurs européens potentiels à Paris

11 312 : Nombre de ressortissants européens inscrits sur les listes complémentaires, soit à peine 9,9 %

À Paris, les ressortissants européens sont au dernier recensement (1999) 113 250. Parmi eux, 38 455 sont des Portugais. Seulement 11 312 européens sont inscrits sur les listes complémentaires dont 3 096 portugais.

Du coté des mairies, seulement deux conseillers municipaux ayant la double nationalité franco-portugaise ont été élus en 2001. Un chiffre très faible si l’on considère que les portugais sont la première communauté européenne de la capitale.

A noter que pour les élections municipales de 2001, dans les 5ème, 9ème et 12ème arrondissements, l’écart entre deux listes se résumait à quelques centaines de voix.

Les arrondissements où résident le plus de Portugais :

1. 16ème (4 873)
2. 17ème (4 060)
3. 15ème (3 952)
4. 18ème (2 907)
5. 11ème (2 275)
6. 14ème (2 205)

Les arrondissements accueillant le plus d’européens :
1. 16ème (12 619)
2. 15ème (10 780)
3. 17ème (9743)
4. 18ème (9 391)
5. 11ème (8 146)
6. 20ème (7 108)


2. La CCPF

La Coordination des Collectivités Portugaises de France, tête de réseau et centre de ressources au service de la lusophonie en France, comme structure oeuvrant à la divulgation de la cause européenne, anime une campagne citoyenne de mobilisation des structures européennes en France dont celles des ressortissants européens.

Ses objectifs :

1. Sensibiliser TOUS les européens notamment en invitant les associations de ressortissants européens à développer ou relayer la campagne de la CCPF (structures italiennes, espagnoles, britanniques, allemandes, belges, polonaises, danoises, grecques.)
2. Œuvrer au sein du réseau franco-portugais (associations, entreprises, médias, institutions publiques et privées) et auprès des mairies (notamment auprès des 318 élus portugais ou français portugais de France.

D’où une campagne en 4 phases :

* Présentation des institutions françaises, portugaises et européennes ainsi que les fonctions de Maire, Député, Sénateur, Président (2006)
* Campagne d’incitation au vote pour les élections présidentielles et législatives (2007)
* Municipales 2008, 1ére partie : « Dans ma ville, je m’inscris » - sensibilisation des citoyens européens à l’inscription sur les listes complémentaires (avant le 31 décembre 2007)
* Municipales 2008 : « Dans ma ville, je vote » lutte contre l’abstention et incitation au vote (les 9 et 16 mars 2008)

Avec comme objectif final avoué d’augmenter considérablement le nombre d’inscrits sur les listes, le nombre de candidats ressortissants européens puis le nombre d'élus.


3. Que fait la CCPF entre novembre et décembre 2007 ?

Aujourd’hui, avec un budget limité de 7500€, la CCPF propose une campagne développée autour de :

o Une affiche
o Un dépliant informatif
o Un site Internet avec une page citoyenne (www.ccpf.info/citoyennete/municipales2008.html) et compteur évolutif du nombre d’inscrits sur les listes complémentaires
o Une newsletter
o Un spot TV et un spot RADIO pour les médias lusophones de France
o Des communiqués de presse réguliers annonçant l’évolution de la situation
o Des actions sur le terrain avec les mairies et les associations
o Et surtout une semaine d’action du 1er au 8 décembre, entre la journée mondiale de lutte contre le Sida (1er décembre) et le Téléthon (7 et 8 décembre), pour mobiliser au maximum les européens moins d’un mois avant la clôture des inscriptions.

Note : deux compteurs pour deux chiffres :

1. les derniers chiffres du ministère de l’intérieur indiquaient, en octobre 2007, 63 374 portugais « mononationaux » inscrits sur les listes électorales complémentaires.
2. Dans le cadre de sa campagne de citoyenneté, la CCPF va recevoir des informations venant des associations, des mairies et du public en général, qui vont permettre d’alimenter le compteur de progression des inscriptions de ressortissants portugais sur les listes électorales complémentaires, jusqu’au 31 décembre 2007.

Documents accessibles :

* Affiche
* Dépliant
* Communiqués de presse
* Tableaux détaillés avec les chiffres mentionnés
*
Interview de Bertrand Delanoë lors de la 4ème Rencontre Nationale des Associations Portugaises de France le 20 octobre 2007 (Source CLPTV) (www.ccpf.info/citoyennete/municipales2008.html)

Présentation de la CCPF:

Au service des associations, La Coordination des Collectivités Portugaises de France (CCPF), centre de ressources et tête de réseau, aide les structures de leur création au nécessaire développement de projets.

La CCPF développe ses actions autour de différents axes :

* Appui aux associations : divulgation d’événements, contacts, aide à la recherche de financements, prêt d’expositions, etc.
* Projets Culturels : Festival Tous en Scène (Théâtre, Musique, Contes, Cinéma), Rencontre Nationale d’Associations Portugaises et Lusophones de France, Folkbastille etc.), divulgation de la Lusophonie.
* Jeunesse : Rencontre Européenne de Jeunes Lusodescendants.
* Histoire de l’immigration et transmission de la Mémoire.
* Information et défense des consommateurs au travers des associations sur les thématiques: retraite, fiscalité, loisirs, services.
* Citoyenneté : défense de la langue, sensibilisation à la participation citoyenne, accès aux droits et lutte contre les discriminations.
* Informations générales: www.ccpf.info


Sources :

* Ambassade du Portugal
* Ministère de l’intérieur
* Presse générale
* INSEE

Partenaires :

Ministère de la Jeunesse – ACSE – Région Île De France – Mairie de Paris – RTP Internacional – CLPTV – Luso.fr – CAPMag – Radio Alfa

Informations :
Marie-Hélène VIEIRA – CCPF
01 44 62 05 04
mh.vieira@ccpf.info
www.ccpf.info