Un lieu de résistance à la marchandisation du monde et d'immenses saudades de l'Algarve
2 janv. 2008
Para que servem os nossos governantes se nem o sistema de saúde são capaz de garantir?
Isto passa-se nos EUA, mas toda a gente sabe o estado da Saúde em Portugal...
E muitos governantes na UE querem o mesmo para nós!
Temos é de tratar da saúde do Estado...
Le Monde diplo - janvier 2008
** Le Monde diplomatique **
Janvier 2008
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/01/
_____________________________________________________
DANS CE NUMÉRO
* L'Afrique dit « non »
par Ignacio Ramonet.
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/01/RAMONET/15490
SÉCURITÉ
* Alarmante banalisation des vigiles
par Martin Mongin (aperçu).
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/01/MONGIN/15512
* A l'université aussi
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/01/A/15514
POUVOIR D'ACHAT
* Partage des richesses, la question taboue
par François Ruffin (aperçu).
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/01/RUFFIN/15507
EUROPE
* Tourisme politique en Irlande du Nord
par Benoît Lety.
* La boîte de Pandore des frontières balkaniques
par Jean-Arnault Dérens et Philippe Rekacewicz (cartographie).
PAKISTAN
* Mainmise des militaires sur les richesses du pays
par Ayesha Siddiqa.
ÉTATS-UNIS
* Quand le Congrès arrêtera-t-il la guerre d'Irak ?
par Ryan C. Hendrickson.
* « Democracy now » donne sa voix à la gauche américaine
par Danielle Follett et Thomas Boothe (aperçu).
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/01/BOOTHE/15477
_______________________________________________________
COMMANDER EN LIGNE « L'ATLAS ENVIRONNEMENT »
Dernière publication cartographique en date du « Monde
diplomatique », « L'Atlas environnement » présente tour à tour
- en 100 pages et 150 cartes et graphiques - « ce qui
menace la planète » et « ce qui peut la sauver ».
Trente-huit experts et quatre géographes-cartographes ont
uni leurs compétences pour faire ainsi un point actualisé
sur les causes et les solutions des grands problèmes
écologiques.
« L'Atlas environnement » n'est aujourd'hui plus en vente
chez les marchands de journaux. Cependant, vous pouvez
toujours le commander (dans la limite des stocks disponibles)
sur notre boutique en ligne :
http://boutique.monde-diplomatique.fr/
_______________________________________________________
AMÉRIQUE LATINE
* Coup de semonce au Venezuela
par Gregory Wilpert.
TURQUIE
* La société entre l'armée et les islamistes
par Niels Kadritzke.
* Comment Ankara étouffe l'opposition kurde
par Olivier Piot.
AFRIQUE
* Le lobby évangélique à l'assaut de l'Ouganda
par Anouk Batard.
EN DÉBAT
* Vivre en troupeau en se pensant libres
par Dany-Robert Dufour.
DROIT D'AUTEUR
* Des maisons de disques bousculées par la rue
par Thomas Blondeau.
Débattez de cet article sur notre forum :
http://blog.mondediplo.net/2007-12-27-Des-maisons-de-disques-bousculees-par-la-rue
SOCIÉTÉ
* « Votre capital santé m'intéresse... »
par François Cusset.
EXPOSITION
* A Paris, malgré la censure russe
par Jacques Denis.
LES LIVRES DU MOIS
* La démocratie entre ruines et reconstruction
par Jérémy Mercier.
* Ballades chinoises
par Martine Bulard.
« Les belles choses que porte le ciel », de Dinaw Mengestu,
par Violaine Ripoll. - « Une chambre au paradis », de
Christoph Peters, par Blanche Vandecasteelle. - La Belgique
au prisme du Congo, par Anicet Mobe.
Retrouvez le sommaire complet :
http://www.monde-diplomatique.fr/2008/01/
Rendez-vous
http://www.monde-diplomatique.fr/rendez-vous/
Dans les revues...
http://www.monde-diplomatique.fr/revues/2008/01
Préceptes du Capitalisme du XXIème siècle
Consomme, paie, obéis, bénis les actionnaires de la Bourse et tais-toi.... sinon tu vas recevoir un coup de matraque dans la gueule!
Après tout, tu dois être content de pas vivre en Afrique! Tu as vu dans quelle merde ils vivent, et comment ils crèvent? Dis merci à nos Dirigeants et à ton Chef d'Entreprise...
Alors, les cochons de payants, on est contents des augmentations de janvier 2008?
Après tout, tu dois être content de pas vivre en Afrique! Tu as vu dans quelle merde ils vivent, et comment ils crèvent? Dis merci à nos Dirigeants et à ton Chef d'Entreprise...
Alors, les cochons de payants, on est contents des augmentations de janvier 2008?
31 déc. 2007
Para um descrescimento global em 2008
Nunca pensei vir um dia a colocar um vídeo do Roberto Leal no Blog, mas o "Canto da Terra", seu novo álbum, é de outra qualidade, baseado na música tradicional de Trás-os-Montes.
Toca-me com uma certa nostalgia da minha infância no Algarve, naquelas paisagens que tanto os homens desnaturaram desde então, e faz reflectir sobre o Futuro do nosso mundo, no tão desejado Progresso, que muitas vezes só foi, é e será, para as Bolsas ocidentais e para os accionistas.
Não me parece ser reaccionário que falar deste modo. Com o Planeta a sufocar e as suas populações a sofrer de fome, guerras, poluição, exploração... mudar de rumo é preciso...
29 déc. 2007
Força em 2008!

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 3]
Não me digas que não me compr'endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr'endes
(Que força...)
(Vi-te a trabalhar...)
Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 10]
23 déc. 2007
Cinema para se ver
Os filmes que eu gostava de ver nestas festas de Natal, mas será possível numa pequena cidade? Com a globalização, a cultura é comércio e a qualidade não é cá chamada...
Não comam merda se puderem!
Resistam!
22 déc. 2007
19 déc. 2007
Tiro pela culatra?
Por ironia dum destino cruel, Paulo Portas já não é ministro do Mar nem da Defesa. Em 2002, um milagre de Fátima tirou-lhe a hipótese de combater a maré negra do Prestige; em 2004, deu uma amostra da sua raça ao enviar a Marinha contra o barco das Women on Waves – ganhou a “batalha naval” mas perdeu a guerra no referendo ao aborto, o acontecimento deste ano de 2007. E ontem perdeu a oportunidade histórica de demonstrar todo o seu génio militar no combate aos 23 mouros que invadiram a Culatra, oriundos de Marrocos – qual quinta-coluna dos infiéis, projectando a reconquista da Península para aqui restaurar o Al-Andaluz… e o Al-Gharb.
Mas afinal quem são estes invasores? Um grupo de 23 cidadãos marroquinos, entre os quais cinco mulheres, que chegaram a terra cheios de fome, sede e frio… Alguns ainda encontraram forças para tentar uma fuga para a liberdade no deserto da Culatra, incluindo uma jovem de 15 anos que acabou por ser conduzida ao Hospital de Faro, acompanhada dum colega com sintomas de hipotermia. Perante este quadro, é difícil evitar o vómito ao ouvir esse campeão da demagogia chorar lágrimas de crocodilo sobre “os dramas humanos” destes náufragos que andaram quatro dias à deriva para, logo a seguir, reclamar “a máxima firmeza contra a imigração ilegal”. Um tiro pela culatra?
Os próprios responsáveis da Marinha e o Director Regional do SEF reconheceram: “tudo indica que Portugal não fosse o destino inicial” destes imigrantes que, no entanto, hoje vão a tribunal como se fossem criminosos. Independentemente dos ventos e tempestades que os desviaram da rota provável para além do estreito de Gibraltar, este episódio tem o mérito de confrontar a sociedade portuguesa com o drama da imigração ilegal, agora por via marítima; quanto às fronteiras terrestres, há muito que a realidade nua e crua é uma política de portas fechadas e janelas escancaradas. Contam-se por largas centenas os imigrantes africanos que chegam até nós, vindos do sul de Espanha, depois de ultrapassarem o Cabo Bojador, em pirogas bem mais frágeis que as caravelas do século XV…
As causas desta autêntica epopeia são conhecidas: a desesperança de vida em África cresce quase na proporção directa das necessidades de mão-de-obra barata nos mercados europeus. Enquanto um visto legal para a Europa custa 4 mil euros e um tempo médio de espera de um ano, uma passagem de piroga custa 150 euros, como afirmava um participante senegalês na recente Cimeira Alternativa Europa-África. Quem já nada tem a perder arrisca, mesmo se a probabilidade de ficar sepultado no fundo do oceano rondou os 20% em 2006 – bem inferior à hipótese de arranjar trabalho ilegal.
Suprema hipocrisia: depois de as autoridades expulsarem uns quantos imigrantes para as televisões, a grande maioria sai das Canárias e é abandonada em estações de comboio de Sevilha, Madrid ou Barcelona; tal e qual o que acontece em Itália, com milhares de imigrantes transportados da ilha de Lampedusa para o continente, com a recomendação expressa para “abandonarem o país”… que toda a gente sabe que ninguém vai cumprir! A própria lógica de mercado, tão incensada pelos governos neoliberais, assim o determina nesta Europa que precisa da mão-de-obra imigrante como pão para a boca, até para combater a crise demográfica e sustentar os sistemas de segurança social. A escolha é apenas uma: imigração ilegal e mercado negro, a coberto da hipocrisia dos governos, ou abertura de canais acessíveis e expeditos de imigração legal e com direitos.
A outra face desta moeda, essa sim dramática, é a sangria permanente das riquezas de África: não só o saque continuado das matérias-primas e o desastre ambiental provocado pelas transnacionais, mas sobretudo a perda dos melhores recursos humanos que procuram emigrar, por todos os meios. A inversão deste estado de coisas, de forma a permitir o regresso de quadros e recursos acumulados na diáspora, é uma empreitada de longa duração que não será bem sucedida se os povos africanos ficarem à espera das dádivas neocoloniais. Assim ficou demonstrado na recente Cimeira de Lisboa, face à tentativa de imposição dos EPA ou APE – acordos de parceria económica – das potências europeias com agrupamentos forçados de Estados africanos, ao pior estilo da Conferência de Berlim de 1884/85 – imposição recusada por Estados da dimensão da África do Sul, Nigéria ou Senegal.
Propaganda socrática à parte, a solidariedade entre africanos e europeus não passa pelos governos e exige, no caso da Culatra, que os náufragos marroquinos sejam protegidos como vítimas de tráfico humano.
Neste “Natal dos Tristes”, o Zeca dedicar-lhes-ia, certamente, “Os Índios da Meia-Praia”.
Alberto Matos – Crónica semanal na Rádio Pax – 18/12/2007
Mas afinal quem são estes invasores? Um grupo de 23 cidadãos marroquinos, entre os quais cinco mulheres, que chegaram a terra cheios de fome, sede e frio… Alguns ainda encontraram forças para tentar uma fuga para a liberdade no deserto da Culatra, incluindo uma jovem de 15 anos que acabou por ser conduzida ao Hospital de Faro, acompanhada dum colega com sintomas de hipotermia. Perante este quadro, é difícil evitar o vómito ao ouvir esse campeão da demagogia chorar lágrimas de crocodilo sobre “os dramas humanos” destes náufragos que andaram quatro dias à deriva para, logo a seguir, reclamar “a máxima firmeza contra a imigração ilegal”. Um tiro pela culatra?
Os próprios responsáveis da Marinha e o Director Regional do SEF reconheceram: “tudo indica que Portugal não fosse o destino inicial” destes imigrantes que, no entanto, hoje vão a tribunal como se fossem criminosos. Independentemente dos ventos e tempestades que os desviaram da rota provável para além do estreito de Gibraltar, este episódio tem o mérito de confrontar a sociedade portuguesa com o drama da imigração ilegal, agora por via marítima; quanto às fronteiras terrestres, há muito que a realidade nua e crua é uma política de portas fechadas e janelas escancaradas. Contam-se por largas centenas os imigrantes africanos que chegam até nós, vindos do sul de Espanha, depois de ultrapassarem o Cabo Bojador, em pirogas bem mais frágeis que as caravelas do século XV…
As causas desta autêntica epopeia são conhecidas: a desesperança de vida em África cresce quase na proporção directa das necessidades de mão-de-obra barata nos mercados europeus. Enquanto um visto legal para a Europa custa 4 mil euros e um tempo médio de espera de um ano, uma passagem de piroga custa 150 euros, como afirmava um participante senegalês na recente Cimeira Alternativa Europa-África. Quem já nada tem a perder arrisca, mesmo se a probabilidade de ficar sepultado no fundo do oceano rondou os 20% em 2006 – bem inferior à hipótese de arranjar trabalho ilegal.
Suprema hipocrisia: depois de as autoridades expulsarem uns quantos imigrantes para as televisões, a grande maioria sai das Canárias e é abandonada em estações de comboio de Sevilha, Madrid ou Barcelona; tal e qual o que acontece em Itália, com milhares de imigrantes transportados da ilha de Lampedusa para o continente, com a recomendação expressa para “abandonarem o país”… que toda a gente sabe que ninguém vai cumprir! A própria lógica de mercado, tão incensada pelos governos neoliberais, assim o determina nesta Europa que precisa da mão-de-obra imigrante como pão para a boca, até para combater a crise demográfica e sustentar os sistemas de segurança social. A escolha é apenas uma: imigração ilegal e mercado negro, a coberto da hipocrisia dos governos, ou abertura de canais acessíveis e expeditos de imigração legal e com direitos.
A outra face desta moeda, essa sim dramática, é a sangria permanente das riquezas de África: não só o saque continuado das matérias-primas e o desastre ambiental provocado pelas transnacionais, mas sobretudo a perda dos melhores recursos humanos que procuram emigrar, por todos os meios. A inversão deste estado de coisas, de forma a permitir o regresso de quadros e recursos acumulados na diáspora, é uma empreitada de longa duração que não será bem sucedida se os povos africanos ficarem à espera das dádivas neocoloniais. Assim ficou demonstrado na recente Cimeira de Lisboa, face à tentativa de imposição dos EPA ou APE – acordos de parceria económica – das potências europeias com agrupamentos forçados de Estados africanos, ao pior estilo da Conferência de Berlim de 1884/85 – imposição recusada por Estados da dimensão da África do Sul, Nigéria ou Senegal.
Propaganda socrática à parte, a solidariedade entre africanos e europeus não passa pelos governos e exige, no caso da Culatra, que os náufragos marroquinos sejam protegidos como vítimas de tráfico humano.
Neste “Natal dos Tristes”, o Zeca dedicar-lhes-ia, certamente, “Os Índios da Meia-Praia”.
Alberto Matos – Crónica semanal na Rádio Pax – 18/12/2007
Inscription à :
Articles (Atom)




