Un lieu de résistance à la marchandisation du monde et d'immenses saudades de l'Algarve
20 févr. 2009
Puta de vida
Là, j'ai découvert beaucoup de problèmes à résoudre du point de vue technique - c'est vrai que je ne suis pas un puriste et que je suis même très bordélique - des recoins à dépoussiérer, des liens à supprimer. En effet, un blog ça s'arrête parfois, parce qu'on change de support, ou qu'on déménage, parfois on arrête carrément, on en a marre et une très grande envie de prendre l'air...
On change aussi de vie, car on a une nouvelle copine dont il faut s'occuper...
Parfois aussi, on meurt...
Merde, en 2008, j'ai eu deux amis décédés en une semaine et je n'ai pas pu aller à leur enterrement (c'est vrai aussi que je ne supporte pas cela): Fernando Batista et Antoine Casati.
Je n'avais pas encore évoqué cela car je ne pouvais pas, comme ça c'est comme si cela n'était pas arrivé, comme s'ils étaient toujours là...
Je niais la réalité. Mais là en supprimant des liens vers des blogs de gens que je lisais avec plaisir et qui ne sont plus là, je me suis dit que certains étaient peut-être morts... Et ça m'a fait penser aux copains décédés auxquels je veux rendre un hommage: Fernando et Antoine, je vous aime. Vous m'avez apporté chacun dans vos domaines respectifs (activisme et formation) des trésors d'humanité... Sans compter l'amitié...
Fernando, j'espère que tu continues la lutte où que tu sois. Ne lâche pas l'affaire camarade: hasta siempre!
Antoine, aucune nana ne vaut la peine qu'on se suicide pour elle... Tu dois le savoir à cette heure-ci. Pourquoi ne pas avoir appelé les copains au secours? On aurait refait le monde le temps d'une bonne cuite, et on se serait réveillés vivant le lendemain, avec plein d'autres nanas qui nous attendraient ailleurs, qui ne demanderaient que ça...
Mais voilà, il n'y en avait qu'une pour toi! Je comprends, je suis comme ça...
Vous allez me manquer sérieux, les mecs!
Puta de vida!
Pesca lúdica - Alentejo e Algarve
A imposição desta Portaria, ao arrepio e contra os legítimos interesses das populações, pescadores lúdicos e autarcas, procurando corrigir alguns disparates mais clamorosos da anterior Portaria – como a apanha de percebes “com as mãos, com os pés ou com a ajuda de uma animal” – acaba por piorar as normas restritivas e condicionalismos à apanha de bivalves, estendendo-as também à pesca à linha, o que só vem contribuir para o despoletar de conflitos gratuitos e o agravamento da crise económica e social.
As medidas que maior revolta estão a gerar entre os pescadores lúdicos são a introdução de um defeso de três meses para a pesca do sargo; a proibição de pescar três dias por semana e durante a noite, em todo a zona do Parque Natural; as zonas de interdição a todo o tempo e, sobretudo, a proibição da apanha de marisco para os não naturais ou não residentes nos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo.
São medidas absurdas, que carecem de sustentação científica e, portanto, ineficazes e profundamente injustas, lançando mais uma acha para a fogueira da crise social que se agrava de dia para dia e provocando a justa revolta das populações do PNSACV contra as prepotências do Ministério do Ambiente e do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).
O Bloco de Esquerda denuncia o que parece ser uma estratégia deliberada do governo Sócrates para ilegalizar modos de vida ancestrais e tornar cada vez mais insustentável a existência da maioria das pessoas que vivem no Parque Natural. Esta obstinação do governo em “enxotar” as populações do litoral prepara a cama aos projectos PIN que se estendem de Tróia para Sul e ameaçam transformar a costa mais preservada de Portugal em coutadas para ricos, onde até as pequenas lojas são obrigadas a pagar renda aos Belmiros e outros tubarões.
Por outro lado, a proibição da apanha aos pescadores lúdicos não naturais ou residentes nos quatro concelhos do Parque, além de injusta, revela-se inconstitucional, já que todos os cidadãos são iguais perante a lei e ninguém poderá ser prejudicado ou privado de qualquer direito, em razão do território de origem.
Afectando as populações do interior do Alentejo e do Algarve, com profundas ligações a esta costa, esta medida discriminatória não vem beneficiar os habitantes do litoral. Além da crise, o pequeno comércio irá ressentir-se ao ficar privado de centenas de pescadores oriundos de municípios exteriores ao Parque Natural e de outros turistas, desferindo mais um rude golpe na economia local, já de si muito debilitada.
Sendo consensual a necessidade de medidas de ordenamento e gestão racional das pescas, tanto lúdica como comercial, o Bloco de Esquerda considera que estas deverão ser implementadas de forma integrada e coerente, fundamentadas em estudos científicos credíveis, e, acima de tudo, em concertação e diálogo com as populações, os pescadores, as suas associações e os autarcas locais.
O Bloco de Esquerda exige a imediata revogação da Portaria 143/2009 e solidariza-se com as justas reivindicações e manifestações dos pescadores lúdicos e das populações. O BE irá levar as exigências dos pescadores lúdicos à Assembleia Intermunicipal do Algarve e às diversas autarquias das nossas regiões, solicitando a intervenção do seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República para a revogação da Portaria 143/2009.
16 de Fevereiro de 2009
O Secretariado do BE/Algarve
A Coordenadora Distrital de Beja do Bloco de Esquerda
19 févr. 2009
16 févr. 2009
Uso eficiente de àgua

Caros amigos,
A água é um recurso vital para a sobrevivência dos seres humanos, bem
como para a prossecução de inúmeras actividades económicas, sociais e
culturais. É também um elemento essencial ao funcionamento de diversos
ecossistemas onde o ser humano e muitas outras espécies de animais e
vegetais, obtêm os recursos necessários à vida.
71% da área do Planeta Terra é coberta por água, mas 97,5% desta é
salgada e apenas 0,01% é água doce disponível para o consumo humano.
De acordo com os últimos dados das Nações Unidas, estima-se que cerca
de 1 100 milhões de pessoas não têm garantido o acesso à água potável,
e este número poderá duplicar nos próximos 10 15 anos se não forem
alteradas de forma radical e eficaz as práticas de gestão dos
recursos hídricos.
No Algarve, por ser uma região de clima mediterrânico sujeita a
períodos de seca mais ou menos acentuados, a questão do uso eficiente
e racional da água assume especial importância, de forma a que se
garantam as necessidades das gerações vindouras e a preservação dos
sistemas ecológicos.
Lamentavelmente, uma parcela importante da água que é posta à
disposição das populações não é utilizada de forma eficiente,
ocorrendo perdas significativas. Os jardins e espaços verdes nos
centros urbanos são, por vezes, exemplo disso. Este panorama deverá
ser alterado logo a nível da concepção destes espaços mediante, por
exemplo, a adopção de espécies autóctones da região, bem como,
implementando tecnologias e práticas mais sustentáveis na sua
manutenção e conservação
Nesta perspectiva, a Associação Almargem e a Águas do Algarve, S.A.
vão realizar um Seminário Técnico sobre Uso Eficiente da Água em
Espaços Verdes e Jardins, que irá decorrer dia 6 de Março no Teatro
das Figuras, Faro, e que contará com a presença de reconhecidos
especialistas da área.
Este seminário tem como objectivo alertar o público para a necessidade
de se alterarem práticas a nível de projecto e gestão dos espaços
verdes no Algarve, de modo a ser feito um uso mais eficiente dos
recursos hídricos. O público a que se destina são engenheiros,
arquitectos, técnicos, projectistas, docentes universitários,
estudantes da área, empresas de jardinagem, gabinetes de
arquitectura, hotéis, resorts, autarcas e outros consumidores
colectivos. O programa e informações complementares podem ser
encontradas em www.almargem.org.
Esperamos que esta iniciativa seja do vosso interesse e que nos apoiem
com a vossa participação.
Paralelamente, decorre também o concurso Jardim das Figuras Uma
Perspectiva Sustentável, dirigido a todos os estudantes de
Arquitectura Paisagista do país. Inserido no mesmo âmbito do
seminário, este concurso pretende encontrar uma solução valorizadora
e sustentável do ponto de vista ambiental e económico, para um espaço
junto à Casa das Figuras, em Faro.
São 14 os projectos a concurso, envolvendo 30 futuros profissionais da
área, organizados individualmente ou em grupo e provenientes de 3
diferentes Universidades: U. do Algarve, U. de Évora e U. Técnica de
Lisboa. O projecto vencedor levará para casa 1500 de prémio, mais a
garantia da sua execução no terreno. A entrega do prémio terá lugar
na sessão de encerramento do seminário.
Saudações cordiais,
João Madeira
Coordenador do Departamento de
Ambiente e Recursos Naturais
E-mail: jmadeira@almargem.org
Almargem
8 févr. 2009
7 févr. 2009
Minguante n°13

| Minguante revista de micronarrativas | Newsletter nº 15 | 6 de Fevereiro de 2009 | |
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Réseau Terra
Parution : 20 janvier 2009 - Éditeur : Du Croquant - - Pages : 320 - Format : 14 x 20,5 cm - ISBN : 978-2-9149-6851-5 - Prix : 22 €
A lire sur TERRA : résumé, sommaire, remerciements, présentation détaillée, table des matières http://www.reseau-terra.eu/rubrique163.html
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Le droit d’asile contemporain, en partie issu de la déroute morale des démocraties face au besoin de protection des Juifs, dès les années 1930, est énoncé dans les articles 13 et 14 de la Déclaration Universelle des Droits de l’Homme de 1948. L’histoire comme l’actualité montrent combien ces articles sont à la fois précieux pour le genre humain et faciles à bafouer : il suffit d’empêcher l’accès aux territoires refuges et/ou de rejeter massivement les demandes d’asile de ceux qui parviennent à passer. C’est ce qui arrive en Europe où les taux de rejet ont été progressivement augmentés jusqu’au voisinage actuel des 100% et où les politiques de camps ainsi que la militarisation des frontières visent à bloquer l’accès aux pays refuges.
Naguères, les réfugiés étaient perçus comme des victimes objets de compassion, aujourd’hui ils sont traités comme des coupables et enfermés dans des camps. S’agit-il d’une réponse à un envahissement migratoire ? D’une réaction inéluctable à la crise économique ? De l’effet d’une xénophobie populaire exacerbée ?
En s’appuyant sur son expérience de juge de la demande d’asile pour analyser les procédures et cinq années d’étude des politiques de répression des migrations en France et en Europe, l’auteur écarte ces interprétations pour soutenir la thèse d’une transformation de nos cultures politiques sous l’effet d’une xénophobie de gouvernement qui stigmatise l’étranger comme problème, risque ou menace. Ce phénomène entraîne le grand retournement du droit de l’asile qui bien loin de protéger les exilés participe aujourd’hui à leur discrédit et sert à justifier leur enfermement dans des camps aux frontières de l’Europe.
LIRE LA PRESENTATION DETAILLEE : http://www.reseau-terra.eu/rubrique163.html
| Achetez ce livre en ligne sur le site des Editions Du Croquant à partir du 20 janvier 2009, sans frais de port : http://atheles.org/editionsducroquant/terra/rejetdesexiles/ |
Sommaire
Remerciements
Introduction
Chapitre 1 – Le jugement technocratique de l’exil
1. Se faire juge
2. Des dossiers et des séances
3. La fiction juridique de l’asile
4. Juger l’exil en situation d’ignorance
Chapitre 2 – Une idéologie du droit d’asile
1. L’invention du droit d’asile dérogatoire
2. Expansion sociale d’une doctrine, marginalisation de l’autre
3. La part d’aveuglement : exemple des femmes persécutées
Chapitre 3 – Xénophobie(s) et retournement de l’asile
1. Genèse technocratique du problème migratoire (France)
2. Le tournant national-sécuritaire en Europe
3. La spirale du rejet des demandes d’asile
Chapitre 4 – Enrôlements et clivages associatifs
1. L’intériorisation des perceptions étatiques
2. La professionnalisation des associations
3. L’affaiblissement des soutiens aux exilés
4. A quoi servent les CADA ?
Chapitre 5 – L’externalisation de l’asile hors d’Europe
1. Genèse de la politique européenne d’externalisation de l’asile
1. Au Marches de l’Empire du rejet : des camps d’exilés
Chapitre 6 – L’échec paradoxal du HCR
1. Finances et gouvernance européennes du HCR
2. Le rôle du HCR dans la genèse de l’externalisation de l’asile
3. HCR et associations au Maroc
Conclusion
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Caminhada

Malhada Velha
8 DE FEVEREIRO
Caminhada à descoberta das paisagens surpreendentes no Barrocal a norte da Cidade de Loulé.
almargem@mail.telepac.pt www.almargem.org
Alto de S. Domingos, 14 - 8100-756 Loulé - Portugal
Pontos de encontro: 8h30 (Loulé - Almargem). Nível: 5 de 10 (16 km).
Equipamento: botas de marcha; mochila pequena; almoço; bastão.
Pagamentos (incl. seguro, guia): 2 € (sócios e estudantes); 3 € (não sócios). Inscrições: até 6 de Fevereiro (Telef. 289412959 / 960295202. SMS: 937306942).
Actividades 2008-2009
4 févr. 2009
Les mauvais jours finiront
"Pour soutenir cette initiative et les futurs films, vous pouvez acheter le DVD 12€ (frais de port inclus) par paiement en ligne sur le site http://www.labandepassante.org/universite-grand-soir.php ou par chèque à l’ordre de L’Autre association, 3 rue des Petites Ecuries, F-75010 Paris. Merci de nous informer de toutes initiatives publiques afin que nous relayons l'information sur nos différents sites."