28 févr. 2009

O Café Aliança encerrou


J'ai évoqué hier soir dans l'émission PLURIEL sur Radio Arc-en-ciel 96.2 (ou sur www.comfm.com) le triste sort du plus prestigieux des cafés de Faro, Café Aliança, qui à l'instar da Brasileira do Chiado à Lisbonne, du Majestic à Porto et du Santa Cruz de Coimbra, fut un haut lieu culturel, notamment dans les années 40-60, y recevant de prestigieux noms de la littérature tels que Marguerite Yourcenar, Simone de Beauvoir, Fernando Pessoa... et qui a fermé depuis peu pour une histoire de loyer impayé.

La crise n'épargne rien ni personne...

Laissera-t-on cette pièce historique du patrimoine de Faro fermée et à l'abandon?

Pour en savoir plus, on peut aller voir http://adefesadefaro.blogspot.com

27 févr. 2009

Antonio Raposo


Acabar com a violência contra as mulheres




protect the human
TAKING ACTION
TOGETHER
FOR HUMAN
RIGHTS
End impunity: stand up against sexual violence
Rape is cheaper than bullets- London Underground Campaign

Dear Friend,
This International Women's Day (8 March) we are drawing inspiration from courageous women standing up for equality in the face of violence and marginalisation. Women like Justine Bihamba.

Living in the Democratic Republic of Congo, Justine has experienced first-hand the sexual violence of war. Like many war-torn and post-conflict countries, rape is used here to terrorise, demoralise and humiliate whole communities. Justine Bihamba
Despite threats and opposition, Justine has established an organisation to help women who have been raped or assaulted. Because sexual violence is so commonplace and justice is rarely served, women don't come forward to identify their attackers. Justine is determined to stop this destructive cycle of fear and rape -"All we want is an end to this impunity", she says.

You can take action this International Women's Day by calling on the Congolese Authorities to protect Justine Bihamba, her family and colleagues so they can continue to help victims of rape rebuild their lives.


Justine is just one of the many women around the world that Amnesty International is campaigning for. For more information on other cases and actions to take, check out our Stop Violence Against Women campaign centre.


"When two sides fight, the one punishes the other by raping women"
- Justine Bihamba



Celebrate International Women's Day by taking action for women in conflict.

Sincerely,

Amnesty International
Protect The Human


actnow

Take action for Justine Bihamba in DRC

Forward this email and stand up for women's rights

24 févr. 2009

Mafalda Veiga - Fim do dia (no lado quente da saudade)



Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente
Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir

Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado

O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar

O escuro lá fora incendeia as estrelas
As janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua

Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste

Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu braço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade

In www.astormentas.com

23 févr. 2009

Governar para os patrões - Tiago Gillot (BE)

Mês e meio depois do previsto, com alguns percalços de pormenor, já está em vigor a mais grave e profunda medida do reinado de Sócrates. Os primeiros dias deste Código do Trabalho revelam tudo sobre o que representa este conjunto de alterações às leis laborais. Mas, sobretudo, esclarece, se dúvidas houvesse, para quem governa este Governo.

Este é o Código dos patrões. Feito à sua medida e com o seu acordo: os patrões queriam despedir como entendem, dispor dos horários e das vidas alheias, individualizar e precarizar as relações de trabalho. A flexibilidade - palavra descoberta, por essa Europa fora, nas alquimias da propaganda da situação - só significa aumentar a exploração e enfraquecer a organização e a resposta de trabalhadores e trabalhadoras.

Os últimos dias desfizeram o que restava da propaganda do Governo. Recordemos: na preparação deste Código, Sócrates e Vieira da Silva tentaram convencer-nos, com a desesperada ajuda de João Proença, que se inaugurava um "combate à precariedade". Para tanto, julgavam bastar acenar-nos com uma mão cheia de nada: o agravamento da Taxa Social Única para quem empregava "a prazo" e uma nova pequena contribuição teria que passar a ser paga pelos sugadores das vidas a recibos verdes. Nada que alguma vez tenha preocupado os patrões, como não deixou de esclarecer Van Zeller. Ora, escassos dias após a entrada em vigor das novas leis laborais, o Governo voltou atrás. Afinal, aquelas medidas vão ter que esperar. É a crise, dizem eles.

Nenhum efeito prático resulta da "suspensão das medidas de combate à precariedade" - com migalhas faz-se propaganda, nada mais. O que conta neste episódio é o significado político que dele se retira: o Governo, mais uma vez, cedeu aos patrões ao mesmo tempo que nos avisa que não devemos esperar nada a não ser mais exploração.

Nas costas largas da crise, ensaia-se a outra suspensão: a suspensão dos direitos e das expectativas nas nossas vidas. É isso que pedem, com mais ou menos vergonha, o inevitável Van Zeller, mas também, entre outras ilustres personalidades, Pacheco Pereira, Paulo Portas e até Jorge Sampaio. É isso que exigem os senhores banqueiros, que, mesmo garantindo generosos subsídios com dinheiros públicos para os compensar da crise pela qual são responsáveis, ameaçam agora despedir milhares de precários e precárias.

É isto a governação de Sócrates. Um país onde galopa o descaramento das vozes dos poderosos e instalados, onde a chantagem do desemprego é a arma para roubar os nossos salários e os nossos direitos. Um país onde nos querem obrigar a aceitar viver sempre pior do que antes e achar que "tem que ser". Assim se percebe que, à beira do ciclo eleitoral, os patrões já tenham esquecido a moribunda direita e defendam aquele que é, literalmente, o seu Governo. Ou, talvez melhor, o seu sustento. Nada poderia definir mais claramente este mandato e a urgência de continuar a juntar forças para o enfrentar.

Tiago Gillot - In www.esquerda.net

Cela ne vous rappelle rien, dans un pays "très proche"?...

20 févr. 2009

Le tombeur de DSK

Fakir - Hiver 2009

Avec un peu de retard, voici la newsletter de promo pour le Fakir de cet hiver... Sorry...

Journal d'enquête sociale.
Fakir n'est lié à aucun parti, aucun syndicat, aucune institution.
Il est faché avec tout le monde ou presque.
> nous contacter > version en ligne > désinscription


Bonjour.

Bonne année, d'abord. Et pour bien la commencer, trois bonnes nouvelles :

La troisième « Teuf à Babeuf »
Le 14 février prochain, à Amiens, se déroulera la « Teuf à Babeuf » avec à 18h30, du théâtre, une fanfare, des chansons. Et à 20 heures, un débat sur :
« Comment les riches détruisent la planète »
avec Hervé Kempf (journaliste au Monde, auteur de Pour sauver la planète, sortez du capitalisme ! ») et Sophie Divry (journaliste à La Décroissance).

Vous pouvez télécharger le PDF du dernier T'chio Fakir sur notre site ouébe.
Le texte de présentation est aussi lisible en ligne ici.

Et « ici », c'est le blog « populiste » de François Ruffin.
C'est justement la deuxième nouvelle.
Grâce au soutien artistique d'Aline, et logistique de Bakchich, notre camarade a ouvert son site.
Et ça dégage.
Vous pouvez, d'ores et déjà, trouver une série intitulée "Petite leçon de propagande" :

  1. "La photo" : http://www.bakchich.info/article6213.html
  2. "Deux mondes disjoints" : http://www.bakchich.info/article6214.html
  3. "Bernard Arnault et la Picardie" : http://www.bakchich.info/article6239.html
  4. "Côte-à-côte" : http://www.bakchich.info/article6264.html (Avec, dans ce dernier texte, des photomontages politiquement époustouflants)

Vous pouvez aussi trouver :

Plus une critique d'un bouquin (érotico-politique et drôle) passé presque inaperçu :

Et, inévitablement, un reportage anti-mou du Vimeu :

Dans le tas, y aura bien des lectures qui vous plairont.

Et puis la troisième bonne nouvelle, c'est que cette année on va gagner !
Parce qu'on va s'y mettre tous ensemble !

L'équipe de Fakir

Avis de recherche

AVIS DE RECHERCHE
Bulletin de débat Université-Recherche du Nouveau Parti Anticapitaliste

Numero 3 - MARS 2009

Les raisons de notre colère
L’apparition des deux décrets sur le nouveau statut
des enseignants chercheurs et sur la mastérisation
ont mit le feu aux poudres. La colère du monde
universitaire s’exprime dans les assemblées générales
réunissant plusieurs centaines de personnes dans
une grande partie des universités, mais aussi dans
les manifestations comme celles du 10 février qui a
regroupé 50 000 personnes à Paris et plusieurs milliers
de manifestants à Bordeaux, Toulouse, Aix ou Lyon.
Une colère accumulée
Cette colère est en fait accumulée depuis des
années.
Le service de 192 heures d’enseignement
des enseignant-chercheurs
est trop élevé pour pouvoir
accomplir correctement leur double
mission de création
et de transmission des connaissances.
Les jeunes
chercheurs ont de moins en moins de perspectives
d’embauche dans la recherche académique.
Les
personnels sont de plus en plus embauchés sur des
contrats courts et ceux qui sont statutaires sont sous-payés
et ont des carrières bloquées, sans évolution possible.
Les étudiants voient
diminuer leurs perspectives d’embauche et la
mastérisation, telle qu’elle est proposée par le gouvernement,
promet d’être une usine à précaires de
l’enseignement.
Ainsi les réformes de l’enseignement supérieur et de
la recherche sont faites dans un double contexte de
pénurie de postes et de promesses mensongères du
gouvernement (les milliards promis ont servi de crédit impôt-
recherche et les universités n’en ont jamais vu
la couleur). C’est pourquoi les mots d’ordre de notre
mouvement s’élargissent de plus en plus à la question
des postes et de la résorption de la précarité chez tous
les personnels. De même que le retrait des décrets est un
préalable à toute négociation avec le ministère, aucune
réforme ne sera acceptable tant qu’elle ne sera pas
accompagnée des moyens nécessaires en personnel.
L’état fait des économies sur le dos du service public
Ne nous trompons pas sur le but des réformes :
dans l’enseignement supérieur et la recherche,
comme dans le reste de l’éducation (et dans la fonction
publique en général), la politique de Sarkozy c’est de
ne pas remplacer un fonctionnaire sur deux partant
à la retraite. Résultat, 11 000 suppressions de postes
à l’école que le ministère tente d’absorber par la
suppression des RASED, des hôpitaux surchargés faute
de moyens humains pour accueillir les malades, 1090
postes supprimés dans l’enseignement supérieur et la
recherche.
Cette politique va coûter cher au service public.
Pourtant l’éducation, la santé, la recherche, le
transport mais aussi le logement ne peuvent, en aucun
cas, être gérés par le marché. La justice sociale nécessite
l’accès de tous à un service public de qualité.
Ensemble préparons la riposte
Le mouvement qui anime l’enseignement supérieur
aujourd’hui est déjà un mouvement unitaire puisque
personnels et étudiants ont battu le pavé côte à côte
mardi 10 février et c’est bien la question du manque
de postes qui les réunis. Pour gagner il va nous falloir
continuer à construire l’unité avec tous les personnels
et étudiants de l’université mais aussi dans le reste de
l’éducation nationale.
LES ANTILLES NOUS MONTRENT LA VOIE
Depuis le 20 janvier, la Guadeloupe est en grève générale à l’appel
du Liyannaj Kont Pwofitasyon ( Collectif contre l’exploitation ) qui
regroupe syndicats, associations et partis de gauche. D’autres collectifs,
inspirés du LKP, se sont constitués pour étendre la grève. Le 5 février, la
grève générale a été déclenchée en Martinique.
A La Réunion, le collectif appelle à la grève et à la manifestation pour
le 5 mars. Ils revendiquent l’augmentation des revenus, notamment
des plus bas, de 200 € (Guadeloupe), 300 € (Martinique), baisse du
prix des carburants, des produits de première nécessité, de l’eau, des
transports, titularisation des salariés précaires, baisse des impôts et des
taxes, reversement par la compagnie pétrolière locale de ses surprofits
pour l’emploi des jeunes et un service efficace de transport...
Le collectif de lutte dénonce « des marges bénéficiaires exorbitantes
faites par les gros importateurs qui réduisent la Guadeloupe à une
colonie de consommation avec la complicité de l’Etat ». Les produits de
première nécessité sont plus chers qu’ici, de 50 % ou plus. Il y a aussi
des points communs avec la métropole. Ici comme là-bas, les salariés
et la population subissent la crise de plein fouet tandis que celle-ci
profite à une petite minorité d’exploiteurs, avec le soutien actif du
gouvernement et du Medef.
L’ampleur de la mobilisation a forcé Yves Jégo, ministre de l’Outre-Mer, à venir
négocier en Guadeloupe. La négociation, retransmise en direct,
est très suivie par la
population, qui soutient massivement la grève.
Le
gouvernement promet un « plan global pour l’outre-mer »,
dans le cadre d’une loi qui serait votée mi-mars,

qui ne satisfait pas les revendications de la grève. Il promet aussi de
«
faire respecter l’Etat de droit » et a déjà fait rouvrir des commerces par
les forces de l’ordre. Si le soutien de l’opinion publique française en
général est fort, le gouvernement pourra moins se permettre de réprimer
violemment. Le soutien commence à s’organiser en métropole à travers
une déclaration de soutien unitaire et des appels à manifester.
QuI sommes nous ?
Le bulletin “Avis de Recherche”
est ouvert à toutes celles et ceux
qui s’opposent à l’évolution actuelle
dans ce secteur : méthodes
managériales, hiérarchisation et
privatisation déguisée en partenariats
et fondations. A toutes
celles et ceux qui se battent pour
une université, un savoir et une
recherche qui soit au service du
plus grand nombre, et pas une
nouvelle source de profit dans
un grand marché de la connaissance.
Nous avons besoin d’un
outil global pour y arriver. C’est
pourquoi ce bulletin s’inscrit
dans l’appel d’Olivier Besancenot
et de la LCR pour un Nouveau
Parti Anticapitaliste.
Pour nous contacter et / ou recevoir
le bulletin :
cesr@anticapitaliste.org
Agenda
10 Mars
Manif commune de
l’Education Nationale
19 Mars
Journée de mobilisation
pour les salaires
et contre la vie chère
Pour prendre contact :
Envoyez vos coordonnées à
NPA - Commission Université / Recherche - 2 rue Richard Lenoir -
93100 Montreuil
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SKA P - Mestizaje

Elie Demota - Guadeloupe